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Europa ameaça China com punição por causa de têxteis | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O comissário para Comércio Exterior da União Européia (UE), Peter Mandelson, disse que a China deve reduzir suas exportações de têxteis para o bloco a fim de evitar medidas retaliatórias. "É do interesse da China adotar ação necessária para evitar uma ação formal de salvaguarda", disse Mandelson nesta terça-feira, em Hong Kong. "Espero que a China mostre esse senso de responsabilidade, além da ação bem-vinda que já adotou." Mandelson se referia às medidas já tomadas pelo governo chinês para limitar as exportações de têxteis. A União Européia deve decidir na quinta-feira se inicia um processo de investigação sobre as exportações de têxteis chineses para a Europa, que pode levar à fixação de limites. Cotas Também nesta terça-feira, em Bruxelas, a Comissão Européia recebeu pedido formal da França para que adote medidas contra os têxteis chineses. Segundo empresários europeus do setor, as exportações desses produtos da China para a UE se multiplicaram desde o fim do sistema de cotas, em 1º de janeiro. A China reagiu duramente à possibilidade de investigações pela UE. Pequim disse que as ações da União Européia não são do interesse do livre comércio e ameaçam as relações entre China e os países do bloco. A China também ameaçou levar a questão para a Organização Mundial do Comércio (OMC), da qual é membro desde o fim de 2001. Mandelson disse que no acordo de entrada na OMC assinado pela China há uma cláusula que permite que ela também adote ações de salvaguarda caso sua indústria têxtil fique sob pressão. |
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