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Déficit comercial dos EUA atinge US$ 671 bi em 2004 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo americano divulgou nesta terça-feira que o déficit comercial dos Estados Unidos (diferença entre exportação e importação) somou US$ 671,7 bilhões em 2004 – um aumento de 24,4% em relação ao ano anterior. No ano passado, as exportações americanas aumentaram 12,3% para US$ 1,15 trilhão, enquanto as importações expandiram 16,3% para US$ 1,76 trilhão. O apetite dos consumidores americanos por produtos importados, de vinhos a petróleo, levou ao recorde histórico. O déficit apenas com a China subiu 30,5%, chegando a US$ 162 bilhões, o mais alto com um único país. No entanto, no levantamento mensal, em Dezembro de 2004 foi registrado um recuo de 4,9% no déficit. Correspondentes dizem que os números não foram uma surpresa, mas que o dado deve pressionar o presidente americano George W. Bush a modificar sua política econômica. China Os democratas acusam o atual governo de não fazer o suficiente para reduzir o déficit comercial. Eles apontam, por exemplo, que o iuan – que as indústrias dos Estados Unidos dizem estar 30% “abaixo do valor” apropriado – promoveu um rápido crescimento econômico da China de uma forma injusta. Bush alega que o déficit comercial dos Estados Unidos reflete o fato de o país estar crescendo em um ritmo mais rápido do que o resto do mundo, impulsionando a demanda por produtos importados. Alguns economistas acreditam que isso possa levar a uma revisão para cima do crescimento da economia americana no quarto trimestre. Mas outros acham que o déficit alcançou uma proporção tão astronômica que investidores estrangeiros preferem não ter em mãos ativos em dólar, o que pode afetar negativamente a economia dos Estados Unidos. |
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