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Queda do dólar não evita novo recorde do déficit dos EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O déficit da balança comercial dos Estados Unidos bateu recorde em novembro, chegando a US$ 60 bilhões. Dados do Departamento de Comércio dos EUA mostram que, no mês, as exportações americanas caíram 2,3%, fechando em US$ 95,6 bilhões. Já as importações aumentaram 1,3%, atingindo US$ 155,8 bilhões, graças em parte ao aumento do consumo. Parte do crescimento do déficit comercial dos EUA decorre do aumento dos preços de petróleo. No entanto, os dados sugerem que a queda do dólar – que faz com que as exportações americanas fiquem mais competitivas e as importações, mais caras – teve pouco impacto sobre a balança comercial. 'Repentina e violenta' O déficit, bem maior do que os US$ 54 bilhões esperados pela maioria em Wall Street, provocou uma resposta rápida nos mercados de câmbio. O euro foi cotado a US$ 1,3280, quase um centavo acima do que vinha sendo negociado antes do anúncio do resultado da balança comercial. "A queda do dólar foi repentina, violenta e apropriada devido a esse número", disse Brian Taylor, da Wells Fargo. "Movimentos recentes da taxa de câmbio certamente não tiveram impacto ainda." O secretário do Tesouro americano, John Snow, tentou minimizar o impacto da notícia, dizendo que é um sinal de forte expansão econômica. "A economia está crescendo com uma taxa tão acelerada que está gerando muita renda disponível, parte da qual é usada para comprar bens de nossos parceiros comerciais", disse. Três anos de queda Embora a Casa Branca oficialmente ainda apóie a tradicional política americana de um "dólar forte", já indicou tacitamente que ficaria contente se a depreciação da moeda continuar. O dólar caiu 50% em relação ao euro e 30% em relação ao iene nos últimos três anos. A maioria dos economistas acredita que o principal catalizador dessa queda é o déficit comercial e o déficit em conta corrente (diferença entre o fluxo de dinheiro que entra e sai dos Estados Unidos). O déficit comercial é uma grande parte do déficit em conta corrente. Em novembro, a queda nas exportações americanas é devida em grande parte à queda nas vendas de bens de capital, carros, produtos químicos, bens de consumo e alimentos. Uma pequena boa notícia para a equipe econômica dos Estados Unidos foi uma pequena queda no déficit comercial com a China, freqüentemente apontado como culpado por perda de empregos e outros problemas da economia americana. Embora o superávit comercial global da China esteja crescendo, segundo dados das autoridades chinesas, o Departamento de Comércio americano revelou que o déficit dos EUA com a China caiu de US$ 19,7 bilhões em outubro para US$ 19,6 bilhões em novembro. |
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