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Gazprom participa de leilão de subsidiária da Yukos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Gazprom, que detém o monopólio de gás na Rússia, vai participar do leilão de venda da Yugansk, subsidiária da gigante russa do petróleo Yukos. A Yugansk será levada a leilão em 19 de dezembro alegadamente com o objetivo de levantar recursos para pagar impostos atrasados da Yukos avaliados em US$ 20 bilhões. O governo russo detém 38% do capital da Gazprom, que é vista como um dos principais candidatos no leilão em que o preço mínimo da Yugansk foi fixado em US$ 8,65 bilhões. Críticos do leilão, incluindo os diretores da Yukos, dizem que a iniciativa de vender a Yugansk é uma tentativa de pôr o Estado no comando da Yukos. 'Pressão' A Gazprom está em processo de comprar duas estatais de petróleo. A compra da Yugansk pela Gazprom reforçaria o controle da Yukos pelo Estado e daria à Gazprom 20% da produção de petróleo na Rússia. No início de novembro, a Yukos acusou o governo russo de tentar a "destruição total" da empresa. Todos os diretores da Yukos estão atualmente no exterior, depois de uma sucessão de intimações de promotores que querem entrevistar o chefe financeiro da empresa. "As ações adotadas contra membros da diretoria da Yukos nos últimos dias são mais deliberadas do que o ciclo de incursões e demandas contra a empresa em passado recente", diz uma nota da empresa. "É nossa crença que essa pressão extraordinária tem objetivos específicos: a remoção da diretoria, a sabotagem de qualquer processo de acordo com as autoridades russas e a total destruição da Yukos." A nota foi divulgada em reunião dos acionistas da Yukos para discutir a possibilidade de pedir concordata da empresa. A concordata permitiria que a empresa descongelasse seus ativos, levantando caixa de que muito necessita. A Yugansk contribui com 60% da produção da Yukos. |
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