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Com medo de prisão, chefia da Yukos deixa Rússia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O medo de acabar na prisão fez com que toda a chefia da empresa petrolífera Yukos deixasse a Rússia. O conselho de administração da empresa se reuniu nesta semana em Londres, de acordo com um porta-voz. Os diretores da Yukos deixaram a Rússia depois que uma enxurrada de pedidos de prisão foi feita por promotores do governo. Na semana passada, o governo anunciou que vai vender a principal parte da empresa em dezembro, com um preço inicial que pode ser o equivalente a metade do seu valor de mercado. Promotoria As ações da Yukos caíram 30% após a divulgação da notícia, e hoje valem menos de US$ 1 cada. Em outubro do ano passado, as ações da Yukos eram negociadas a US$ 16 por unidade. Entre os executivos que estão em Londres inclui-se Steven Theede, um americano que é o atual presidente da empresa. O chefe do departamento financeiro da Yukos, Bruce Misamore, disse ao jornal Financial Times que havia sido intimado para interrogatório pela promotoria-geral da Rússia, mas disse ao órgão que estava em uma viagem a negócios. “Não vou sacrificar minha vida por motivos políticos”, disse Misamore. Um porta-voz da Yukos disse que Misamore está esperando um parecer do Departamento de Estado americano sobre a situação na Rússia para decidir se volta ao país e depõe na promotoria. Misamore disse à agência de notícias Associated Press que, se as ameaças de prisão forem retiradas, “a administração (da Yukos) estará em Moscou”. A promotoria-geral confirmou que Misamore foi convocado a depor, mas não deu mais detalhes a respeito. Alguns analistas têm acusado os administradores da Yukos de exagerar os seus problemas a fim de obter a simpatia da opinião pública. |
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