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Cuba começa a cobrar imposto sobre câmbio | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Entrou em vigor nesta segunda-feira em Cuba um imposto de 10% sobre as conversões de dólares americanos no país. A estréia do imposto havia sido marcada a princípio para segunda-feira passada, mas foi adiada para permitir que as pessoas trocassem suas economias em dólar por pesos cubanos. A medida vai afetar cidadãos cubanos que recebem dinheiro de parentes que vivem em outros países e também turistas estrangeiros. A proibição da livre circulação do dólar na ilha veio uma semana antes, afetando milhões de cubanos que usam a moeda americana para comprar alguns tipos de mercadorias. Retaliação O governo comunista divulgou que a implantação do imposto é uma resposta ao endurecimento do embargo econômico americano promovido pelo governo Bush. Sanções mais rígidas foram introduzidas pelos Estados Unidos em maio deste ano. Agora, cubanos com cidadania americana só podem visitar a ilha uma vez a cada três anos, e dinheiro só pode ser enviado a parentes próximos. Alguns analistas porém vêem o imposto como uma “medida desesperada” do governo cubano para arrecadar fundos. Como resultado dela, cubanos que são mantidos por parentes que vivem nos Estados Unidos podem ter que reduzir seu padrão de vida. O dinheiro enviado por cubanos que vivem no exterior representa mais de US$ 800 milhões por ano – um valor superior ao arrecadado com a venda do principal produto de exportação do país, o açúcar. Turistas A taxação também vai afetar os 2 milhões de turistas que visitam a ilha todos os anos, incluindo cidadãos americanos que vão para lá apesar do embargo imposto por seu governo. Cuba tornou o dólar legal uma década atrás, depois que o colapso da União Soviética forçou o país a adotar o capital estrangeiro e legalizar algumas formas de empresas privadas. Mas especialistas alertaram que o novo imposto pode gerar novos problemas. “O principal impacto pode ser a criação de um mercado negro do tipo que se vê em países como a Venezuela, que possuem controles de capital”, disse José Barrionuevo, chefe de estratégias para a América Latina do banco Barclays Capital. Ele acredita que a medida pode ser descartada assim que começar a se mostrar contraprodutiva. |
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