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Funcionários da GM na Europa protestam contra cortes | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Dezenas de milhares de funcionários da General Motors participaram de manifestações na Europa contra planos da companhia de cortar até 12 mil empregos no continente. O corte serviria para compensar as contas da empresa em suas operações européias. A General Motors é a maior montadora de automóveis do mundo. Na Alemanha, o país mais provável de ser atingido pelos cortes, cerca de 15 mil trabalhadores tomaram as ruas da cidade de Russelheim, sede da divisão da empresa que fabrica os automóveis modelo Opel. Este foi o sexto dia consecutivo de protestos na fábrica. Ainda na Alemanha, cerca de 10 mil pessoas protestaram na cidade de Bochum e outros 3,5 mil em Kaiserlautern. Prejuízo Trabalhadores na Espanha e Polônia se reuniram para demonstrar apoio aos manifestantes. Funcionários da GM na Grã-Bretanha realizaram uma breve parada simbólica. Os sindicatos se posicionaram contrários às demissões. O secretário-geral da Federação dos Metalúrgicos da Europa, Reinhard Kuhlmann, calculou que cerca de 50 mil trabalhadores da empresa se envolveram nas manifestações. A GM européia não contabiliza lucros há quatro anos. A empresa pretende cortar seus custos em até US$ 623 milhões (mais de R$ 1,7 bilhões). Embora a GM ainda não tenha especificado quais de suas fábricas vão sofrer os cortes, as alemãs surgem como favoritas por causa do alto custo de seus funcionários. O trabalhador alemão é o segundo mais caro do mundo, segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A GM Europa, que emprega 64 mil pessoas, perdeu US$ 68 milhões em 2003. Este ano, o prejuízo já chega a US$ 161 milhões. |
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