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Petrolífera russa anuncia calote de US$ 1 bilhão | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A gigante petrolífera russa Yukos anunciou nesta segunda-feira que recebeu uma notificação oficial por ter declado um calote de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 3 bilhões). "No dia 2 de julho recebemos uma notificação de bancos sobre a falta de pagamento de US$ 1 bilhão", disse o porta-voz da empresa. Segundo a agência de notícias russa Interfax, o alerta veio de uma associação de bancos liderada pelo grupo bancário Société Générale. A notificação é um novo golpe na companhia, depois de fiscais da Justiça russa terem transmitido um aviso, dando um prazo até a próxima quarta-feira para que a companhia pague impostos atrasados no valor de mais de US$ 3 bilhões (cerca de US$ 9 bilhões) relativos ao ano 2000. Pagamento A Yukos disse que não pode quitar suas dívidas se uma ordem da Justiça que congela seus ativos não for suspensa. A empresa, no entanto, deve enfrentar o mesmo processo para o pagamento de impostos relativos ao ano 2001. Em junho, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que o governo não tem interesse em fazer com que a Yukos declare falência, levantando boatos de que o governo estaria pronto para negociar com a empresa. No entanto, no sábado, integrantes das forças especiais de Moscou lacraram a principal entrada da companhia, enquanto policiais à paisana revistavam o prédio de 20 andares. Documentos e computadores foram apreendidos. Mikhail Khodorkovsky, o ex-presidente-executivo da Yukos, está preso e sendo julgado por evasão fiscal e fraude. O julgamento do bilionário e acionista majoritário da Yukos deve ser retomado no dia 12 de julho. Segundo analistas, os problemas da Yukos com a Justiça são vistos como uma espécie de vingança por causa das ambições políticas de Mikhail Khodorkovsky. O bilionário financiou grupos políticos de oposição ao presidente Vladimir Putin. Muitos investidores estrangeiros estão seguindo o processo de perto, temendo que ele possa ser o começo de uma campanha do governo para reestatizar os ativos, alguns de propriedade de estrangeiros, que acredita terem sido vendidos baratos demais. |
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