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Empresas no Brasil podem se beneficiar em concorrências, diz ministra | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A ministra das Minas e Energia, Dilma Roussef, disse nesta quarta-feira em Nova York que as empresas que investirem no Brasil poderão se beneficiar de concorrências por contratos com a Petrobras. Diante de uma platéia de investidores internacionais no chamado Encontro de Alto Nível, a ministra afirmou que a estatal tem um plano de investimento de US$ 41 bilhões para os próximos seis anos e disse que quem estiver no país terá mais chances de participar dos projetos. “O governo quer orientar sua política no sentido de que a demanda por equipamentos e serviços seja convertida para empresas instaladas no Brasil, gerando emprego e renda no país.” Roussef disse que a estatal já tem parcerias com 47 empresas para tocar seus projetos futuros, e o número total de companhias envolvidas nos planos – direta e indiretamente - pode chegar a 500. Sem proteção A ministra disse ainda que a política do governo Lula não representa reserva de mercado. “Não estamos fazendo proteção de mercado, as empresas escolhidas terão que ter preço, prazo e qualidade.” Em sua apresentação, Roussef afirmou que existem muitas oportunidades para investimentos na área de energia no Brasil, não só na área de petróleo. Ela citou também o setor de energia elétrica como uma área de boas oportunidades. Entre as possibilidades, a ministra destacou leilões que o governo fará em breve tanto para projetos de geração de energia como de transmissão. Segundo dados do governo, Brasil precisa de investimentos novos em energia da ordem de US$ 5,7 bilhões por ano para evitar o risco de apagão em um futuro não muito distante. Empresários A presidente da divisão de Produtos Mundiais da multinacional Alcan, Martha Brooks, elogiou a atitude do governo de promover o encontro em Nova York. Para ela, a ação é “muito positiva”. No entanto, a executiva do grupo, que tem uma longa história de investimentos no Brasil na produção de alumínio, afirma que ainda falta ao setor de energia um sistema regulatório simplificado e mais estável para que os retornos dos investimentos sejam garantidos. Melhorar a oferta e o preço da energia também pode ajudar no interesse de companhias de outros setores de se desenvolver no país. Essa é a opinião do presidente do Conselho da fábrica de vidro Guardian, George Landal. Para ele, o custo da energia no Brasil ainda é muito alto e pesa na decisão da empresa de instalar uma segunda planta no país. A atual fábrica da Guardian fica em Jaguariúna, interior de São Paulo. |
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