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Em ação histórica, 1,6 milhão de mulheres processam Wal-Mart | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um juiz federal dos Estados Unidos disse que a cadeia americana de supermercados Wal-Mart terá de responder a um processo de discriminação sexual que vai reunir reclamações de 1,6 milhão de mulheres. A decisão do juiz significou a aceitação de um pedido para juntar reclamações de atuais e ex-funcionárias a um processo já existente contra a rede. Elas reclamam que as mulheres ganham menos e têm mais dificuldade em ser promovidas na empresa. Este é o maior processo civil contra uma empresa particular da história legal dos Estados Unidos. O Wal-Mart ainda não se manifestou sobre o assunto. Defesa O processo original foi iniciado em 2001 por seis mulheres que trabalhavam para a loja no Estado da Califórnia. "O Wal-Mart nunca enfrentou um julgamento como esse", disse Brad Seligman, um dos advogados das mulheres. "Processos movidos por mulheres individualmente não tinham mais efeito do que uma alfinetada. Agora, no entanto, o Wal-Mart terá de enfrentar a força conjunta de 1,6 milhão de mulheres na Justiça", disse Seligman em uma declaração publicada pelo site que apóia a campanha do grupo. De acordo com o site, o juiz descreveu o processo como "histórico por natureza" ao decidir classificá-lo como uma ação de classe, o que cria jurisprudência para casos futuros. Comparação O Wal-Mart havia argumentado que uma ação de classe seria inapropriada devido ao seu tamanho e porque promoções de cargos eram decididas pelos gerentes de cada loja. Mas os advogados das mulheres disseram que as 3,5 mil lojas da rede nos Estados Unidos têm uma administração praticamente idêntica. O Wal-Mart tem dez dias para recorrer da decisão, segundo informações do jornal The Wall Street Journal. Se a ação for levada adiante, as audiências devem demorar alguns meses para começar. A ação de classe só será válida para mulheres empregadas pelo Wal-Mart nos Estados Unidos a partir de 26 de dezembro de 2001. |
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