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Déficit americano chega a US$ 145 bi e bate recorde | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O déficit em conta corrente – resultado da balança comercial e de serviços e das transferências unilaterais – nos Estados Unidos explodiu no primeiro trimestre, chegando ao patamar recorde de US$ 144,9 bilhões. O resultado superou as estimativas – muitos analistas esperavam algo perto de US$ 141 bilhões – e provocou queda do dólar no mercado de câmbio e aumento das cotações do ouro nesta sexta-feira. Em relação ao trimestre anterior, o déficit em conta corrente aumentou 9,1%. O euro chegou a se valorizar em 0,6% no dia, chegando a valer US$ 1,2120. Juros "Estamos vendo as importações serem sugadas rapidamente por causa da força da demanda nos Estados Unidos", disse à agência de notícias France Presse o economista sênior do BMO Financial Group, Sal Guatieri. Segundo ele, as baixas taxas de juros nos Estados Unidos – que estão em 1% ao ano, o nível mais baixo desde 1958 – estão fornecendo o combustível para esse crescimento de consumo. "O que precisa acontecer é que os juros têm que voltar aos níveis normais nos Estados Unidos para desacelerar o ritmo de crescimento da demanda doméstica e das importações", explicou Guatieri. A expectativa dominante entre analistas é de que o comitê de mercado aberto do Fed (o banco central americano) vai aumentar os juros em 0,25 ponto percentual na sua reunião de 29 e 30 de junho. Esse seria o primeiro aumento dos juros básicos nos Estados Unidos em quatro anos. |
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