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Déficit comercial dos EUA chega a US$ 43,1 bi e bolsas caem | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O déficit comercial americano bateu todos os recordes, chegando a US$ 43,1 bilhões em janeiro, segundo o Departamento de Comércio dos Estados Unidos. O anúncio derrubou as bolsas americanas na quarta-feira, o que provocou queda das ações no Japão nesta quinta-feira. O elevado déficit comercial contraria a expectativa de que a recente desvalorização do dólar estimularia as exportações dos Estados Unidos. "Para mim esse resultado é muito preocupante. O déficit comercial não está melhorando. Está piorando, apesar da desvalorização do dólar", disse o economista-chefe do Wells Fargo Banks, Sung Won Sohn. Fatores temporários Na quarta-feira, o índice Dow Jones da Bolsa de Nova York fechou em queda de 1,5%, acumulando perdas que eliminam os ganhos obtidos neste ano. Nesta quinta-feira, o índice Nikkei da Bolsa de Tóquio fechou em queda de 1,2%. A queda do dólar em relação às principais moedas nos últimos meses deveria ter beneficiado a balança comercial americana de duas formas. As exportações americanas ficam mais baratas e, portanto, mais competitivas. Já as importações ficam mais caras, o que deveria ter reduzido a demanda por bens importados. Mas surtos da doença da vaca louca e da gripe do frango afetaram as vendas de carne e frango dos EUA, o que contribuiu para a queda de 1,2% no valor total das exportações americanas em janeiro. Já o valor das importações se manteve em níveis elevados, em parte por causa do aumento dos preços do petróleo importado. China O déficit comercial com a China, que é politicamente sensível, subiu de US$ 9,9 bilhões em dezembro para US$ 11,5 bilhões em janeiro. As importações da China pelos EUA cresceram 6,6% em janeiro. O governo dos Estados Unidos vem aplicando pressão sobre a China para valorizar a sua moeda em relação ao dólar. A moeda chinesa está indexada ao dólar, mas industriais americanos alegam que ela está subvalorizada em até 40%, o que daria vantagem aos chineses. |
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