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Sem crescimento, Volks pode cortar capacidade de produção, diz presidente da empresa | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Em uma entrevista ao jornal alemão Handelsblatt, o presidente da Volkswagen do Brasil, Hans-Christian Maergner, disse que se não houver crescimento no Brasil, a empresa terá “de reduzir a capacidade de produção” no país. Para Maergner, que assumiu o comando da companhia no início deste ano, a Volks investiu demais no Brasil. “Nós investimos demais aqui no Brasil em fábricas e modelos. Mas todos fizeram o mesmo erro. Todos pensaram que o mercado ia crescer. Agora reconhecemos que todos erraram.” Apesar disso, o presidente da empresa afirmou que as medidas de reestruturação tomadas pela Volks já reverteram a situação e devem ajudá-la a voltar ao lucro anual. “Estamos reduzindo os custos de forma mais forte do que o esperado. Nossos números estão no equilíbrio de novo, enquanto estamos utilizando 60% de nossa capacidade.” O retorno ao azul para um ano fiscal completo, no entando, diz Maergner, depende da situação do mercado. “No momento a situação ainda não está estável.” Perguntado sobre a possibilidade de o país se tornar uma base de exportações para a Volks, o executivo minimizou a idéia. “Não acho que seja uma estratégia com futuro desenvolver o Brasil como uma plataforma de exportações. Hoje em dia os custos de mão-de-obra no Leste Europeu são menores e a produtividade, maior.” O presidente da Volks brasileira criticou a estabilidade de emprego dada aos trabalhadores por seu antecessor no cargo. "Uma coisa é certa: garantia de emprego não será mais dada - só passando por cima de meu cadáver." O Handelsblatt é o principal jornal de economia e finanças da Alemanha. |
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