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Sindicalistas 'espantados' na Alemanha com ameaça de demissão
Os sindicalistas alemães reagiram "com espanto" à ameaça do presidente da Volkswagen Internacional, Bernd Pischetsrieder, de demitir os funcionários que entrarem em greve no Brasil. Em uma conversa com jornalistas, Pischetsrieder disse que "demitirá qualquer um que entrar em greve". Representantes do poderoso sindicato dos metalúrgicos alemães IG Metall comentaram que declarações drásticas como essa não são comuns vindas do presidente de uma empresa tão grande como a Volkswagen. "Nós não esperávamos essa reação", disse Dagmar Opoczynski da central da IG Metall em Frankfurt. 'Linha dura' "É claro que quando um alto-executivo do porte de Pischetsrieder fala uma coisa dessas cresce o temor de que ele queira seguir a mesma linha-dura também aqui na Alemanha", disse a sindicalista. As declarações do presidente da Volkswagen coincidiram com uma demanda por parte da Associação Alemã de Empregadores de reformar o direito de greve no país. Heinz Putzhammer, diretor da maior central sindical alemã, a DGB, atacou o presidente da Volks. “Um alto-executivo alemão como Pitschesrieder deveria saber que a greve é um direito de todo o trabalhador”, disse o líder sindical. Ele criticou o que chamou de “injustiça” da Volkswagen: “Aqui na Alemanha a empresa oferece jornadas de trabalho mais flexíveis aos trabalhadores, e no Brasil ameaça com demissões”, reclamou Putzhammer. Os empresários alemães querem limitar as greves de advertência e tornar obrigatório o uso de um mediador entre empregados e empregadores antes de uma greve ser declarada. Jörg Köther, da seção da IG Metall de Hannover, responsável por negociações com a Volkswagen, disse que as declarações de Pitschesrieder foram "inoportunas" e dificultam o diálogo com os sindicatos brasileiros. No entanto, Köther diz que não acha ruim o plano de contingência da Volks Brasileira, que inclui demissões voluntárias e transferências, afetando quase 4 mil funcionários. Visita "É um plano que merece ser ao menos ser estudado cuidadosamente pelos líderes sindicais no Brasil", disse o sindicalista. Representantes sindicais brasileiros estiveram na Alemanha há duas semanas e conversaram com os diretores na sede da Volkswagen em Wolfsburg, mas não foram convencidos a apoiar os planos da empresa. Os sindicatos alemães estão em crise, e o próprio sindicato dos metalúrgicos IG Metall está dividido. Nesse contexto, as declarações do presidente da Volkswagen aumentam a pressão sobre os sindicatos e reforçam a posição dos críticos do movimento sindicalista na Alemanha. |
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