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Porta-voz da Volks confirma ameaça de demitir grevistas
O chefe do setor de comunicações da Volkswagen Internacional, Dirk Grosse-Leege, confirmou em entrevista à BBC Brasil que funcionários da empresa que entrarem em greve no Brasil poderão ser demitidos. O porta-voz disse que a empresa fechou contratos com os empregados que incluem uma garantia de emprego. "Quem assinou esse contrato e entrar em greve vai estar agindo ilegalmente e, portanto, será demitido", afirmou Grosse-Leege. O presidente da Volkswagen Internacional, Bernd Pischetsrieder, tinha ameaçado eventuais grevistas com demissões em uma conversa com jornalistas durante a apresentação do novo modelo do carro Golf, na noite de segunda-feira. "Qualquer um que entrar em greve será demitido", afirmou. Suas declarações só foram veiculadas nesta terça-feira. Pischetsrieder está sob pressão para aumentar os lucros da Volks, que em 2003 deverão ficar abaixo dos resultados obtidos no ano passado. Plano de demissão voluntária Os funcionários da Volkswagen do Brasil estão se opondo a um plano de demissão voluntária, transferência e treinamento que afetaria quase 4 mil pessoas e ameaçam entrar em greve. O porta-voz Dirk Grosse-Leege disse que está otimista e que não acredita em uma paralisação. "Eu estou convencido de que chegaremos a um acordo com o sindicato, já que fizemos uma boa oferta aos trabalhadores", disse Grosse-Leege. Para o porta-voz, os planos da empresa são imprescindíveis para que as operações da Volkswagen do Brasil "entrem no azul" no ano que vem. O mercado automobilístico brasileiro está enfrentando uma de suas piores crises dos últimos dez anos. |
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