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Inflação na China é a mais alta em sete anos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A taxa anual de inflação da China atingiu o nível mais alto dos últimos sete anos em abril, despertando receio de que a economia do país está se aquecendo. O índice de preços ao consumidor aumentou 3,8% em abril em relação ao ano anterior, pressionado principalmente pelo custo dos alimentos, de acordo com o Bureau Estatal de Estatísticas. Agora alguns economistas prevêem que as autoridades vão determinar a primeira elevação de juros em nove anos, para conter a inflação. O premiê chinês, Wen Jiabao, advertiu nesta semana que há risco de a economia sair dos trilhos depois de haver expandido 9,1% no ano passado. Os primeiros três meses de 2004 excederam esse índice, apontando para um crescimento anual de 9,7%. "Excessivo" Durante visita à Europa, Wen qualificou o crescimento como "excessivo" e se comparou a um motorista de um carro a alta velocidade que precisa desacelerar. No mês de abril, o preço dos alimentos em geral deu um salto de 10%, enquanto o custo dos cereais subiu mais de 30%. Pequim já está dando passos para controlar a inflação, tais como colocar um teto no aumento das tarifas por serviços e limitação de empréstimos por bancos estatais. Economistas, contudo, advertem que uma desaceleração da economia chinesa pode ter repercussões em todo o mundo. O país tem a sexta maior economia do mundo e é o quarto maior exportador. Seu apetite por matérias-primas puxou para cima preços no mercado internacional. Em 2003, a China consumiu 27% do aço do mundo, 31% do carvão e 40% do cimento. |
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