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Presidente do BC argentino minimiza variação cambial | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Banco Central argentino, Alfonso Prat-Gay, minimizou nesta terça-feira, em visita a Londres, a variação cambial dos últimos dias. A declaração foi feita a jornalistas após palestra sobre a política econômica da Argentina na London School of Economics. Para Prat-Gay, em um regime de câmbio flutuante, as pessoas não deveriam ficar tão preocupadas com as variações de moeda. "Não é porque o real varia que vamos mudar nosso trabalho", afirmou, citando o caso europeu como exemplo. O presidente do BC argentino disse que quando o euro tem alta, os mercados europeus não ficam especulando. Crescimento Prat-Gay admitiu que os juros baixos dos Estados Unidos e o aumento nos preços de commodities ajudaram no crescimento econômico da Argentina, que no momento está em torno de 11%. O presidente do BC argentino afirmou que o crescimento da Argentina deve seguir um ritmo mais lento no segundo semestre de 2004. No entanto, mesmo com a possibilidade da alta de juros nos Estados Unidos, Prat-Gay estima que o crescimento anual da Argentina fique na casa dos 8% neste ano, acima da previsão de 5,5% divulgada pelo FMI (Fundo Monetário Internacional). Questionado sobre os efeitos que a economia brasileira pode ter na Argentina, Prat-Gay disse que dificilmente a atual situação brasileira pode atingir tanto a Argentina quanto no ano passado, quando o PIB brasileiro encolheu 0,2%. Para 2004, o FMI prevê para o Brasil um crescimento de 3,5%. "O Brasil não teve crescimento, mas também não teve recessão. E esse foi o preço que a equipe econômica do governo resolveu pagar para não ter recessão." Segundo Prat-Gay, a Argentina perdeu de 0,5 a 1 ponto percentual do PIB por causa da falta de crescimento no Brasil em 2003. |
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