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Japão aprova reforma da Previdência | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Casa dos Representantes do Parlamento japonês aprovou uma proposta para reformar o sistema de Previdência do país, que vem se tornando ineficiente com o envelhecimento da população. O número de beneficiários do sistema vem crescendo no Japão, e muitas pessoas temem entrar na previdência, pois acreditam que no futuro não haverá uma massa de trabalhadores grande o suficiente para garantir o pagamento integral de pensões. A reforma propõe mais pagamentos ao sistema previdenciário e menos benefícios à população. Apesar de a proposta já ter passado em uma das casas do Parlamento japonês, o maior desafio do governo é convencer a população da importância da reforma, já que a confiança no sistema atingiu o nível mais baixo da sua história.
O debate sobre a reforma ficou em segundo plano no Japão nas últimas semanas, após denúncias de que muitos políticos japoneses não estão pagando a contribuição previdenciária. Desde o começo do escândalo, oito políticos já admitiram que não pagavam a contribuição à previdência, que é compulsória no Japão. As renúncias de dois políticos devem influenciar na eleição para a Casa dos Conselheiros, em julho. O líder do maior partido de oposição, Naoto Kan, e um auxiliar do gabinete do primeiro-ministro, Yasuo Fukuda, já renunciaram após o escândalo. O correspondente da BBC em Tóquio, Jonathan Head, diz que apesar do constrangimento e da hora errada para discutir a reforma, o governo japonês precisa avançar com a reestruturação do sistema. Sem a reforma, a economia do país poderia entrar em crise, com menos empregados no mercado e mais aposentados exigindo benefícios. |
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