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Shell sofre investigação na Grã-Bretanha | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Autoridade de Serviços Financeiros (FSA, na sigla em inglês), uma organização independente que regula o setor financeiro na Grã-Bretanha, anunciou que está investigando a multinacional Shell. Uma seqüência de más notícias vêm sendo divulgadas sobre a empresa, depois que, em três diferentes ocasiões, a Shell precisou admitir que havia superestimado as suas reservas de petróleo. O escândalo da Shell teve início em janeiro, quando a companhia anunciou pela primeira vez uma diminuição em suas reservas. De acordo com um documento divulgado pela Shell, executivos da empresa tinham conhecimento da diminuição desde 2001. Culpados O documento, que foi elaborado independentemente e divulgado internamente, culpava especificamente o presidente da empresa, Philip Watts, e o chefe do departamento de petróleo, Walter van de Vijver, que renunciaram a seus cargos em março - quando se foi descoberto que as reservas da empresa estavam 20% abaixo do estimado. Um mês depois, Judy Boynton, a diretora financeira da Shell, foi a terceira a pedir demissão. Com os novos números, as reservas da Shell para 2002 são 4,35 bilhões de barris mais baixas do que o estimado e 500 milhões de barris para 2003. O impacto dessas mudanças nos ganhos da empresa foi de US$ 100 milhões para cada ano desde 2000. A FSA afirmou que a Shell foi notificada da investigação e a organização completou que não faria nenhum comentário até que o trabalho fosse concluído. Um porta-voz da Shell disse que a empresa irá colaborar com a FSA "no que for preciso". A Shell já está sendo investigada nos Estados Unidos pela Sec (sigla em inglês para a autoridade que controla o mercado de ações nos Estados Unidos) e pelo Departamento de Justiça. |
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