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Consumo nos EUA cresce três vezes mais que esperado | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As vendas no varejo nos Estados Unidos em março cresceram mais rapidamente do que em qualquer um dos 12 meses anteriores. Segundo o Departamento de Comércio dos EUA, as vendas no varejo aumentaram 1,8% em março, na comparação com fevereiro. O aumento é três vezes superior ao que vinha sendo previsto, sugerindo que a recuperação da economia americana está se fortalecendo. Entre as causas desse crescimento pode estar a melhora no mercado de trabalho – 308 mil novos empregos foram criados em março – e as taxas de juros, que estão nos mais baixos níveis históricos. Caixas registradoras O custo dos empréstimos está em 1% ao ano, o patamar mais baixo dos últimos 45 anos desde junho de 2003. O efeito dessa combinação é um aumento no consumo, que corresponde a dois terços da atividade econômica nos EUA. "O consumo está sendo apoiado por um mercado de trabalho vigoroso", disse Mark Zandi, economista-chefe da Economy.Com. "A entrada de recursos nos lares foi forte em março e isso levou os consumidores a sair e gastar." Em fevereiro, o aumento no consumo ficou em 1%, segundo o Departamento de Comércio dos EUA. Juros O economista-chefe da Moody's Investors Service, John Lonski, interpreta esse aumento como um sinal de saúde dos gastos de consumo. "Estamos vendo um ritmo vigoroso de gastos do consumidor, sugerindo que o aumento de 308 mil vagas no mercado de trabalho em março não foi uma casualidade", disse. No entanto, não há certeza sobre quanto tempo os juros vão ficar em 1% nos EUA. O Fed (o banco central americano) vem alertando nos últimos meses que as taxas terão que subir mais cedo ou mais tarde. Isso pode desacelerar o crescimento das vendas no varejo nos EUA, pois os juros mais altos aumentarão o custo dos empréstimos. |
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