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Atualizado às: 02 de abril, 2004 - 01h36 GMT (21h36 Brasília)
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'Efeito hambúrguer' aumenta destruição da Amazônia, diz estudo
floresta amazônica
Estudo diz que rebanho bovino na Amazônia dobrou
A crescente exportação de carne bovina do Brasil está aumentando a destruição da floresta amazônica, segundo estudo divulgado nesta quinta-feira.

O Centro para Pesquisas Florestais Internacionais (Cifor, na sigla em inglês), que fez o estudo, prevê que o total de destruição em 2003 deve se equiparar ao do ano anterior – quando foram destruídos 2,5 milhões de hectares de floresta – por causa do que chama de "conexão hambúrguer".

"Se uma ação urgente não for adotada, a Amazônia brasileira vai perder mais uma área equivalente à Dinamarca nos próximos 18 meses", diz o Cifor.

O centro diz que a comunidade internacional "deve estar preparada para dar maior apoio aos esforços do governo brasileiro" na luta contra o desmatamento, porque a "recessão da economia" do país vai tornar mais difícil a alocação dos recursos públicos necessários para essa tarefa.

Desvalorização

Segundo o estudo, nos últimos anos as exportações brasileiras de carne bovina aumentaram de forma expressiva devido à desvalorização do real, à erradicação da febre aftosa em boa parte dos Estados e ao surgimento de doenças em rebanhos internacionais.

A gripe do frango, por exemplo, reduziu as exportações deste tipo de carne da Ásia. O surgimento de casos da doença da vaca louca nos Estados Unidos e no Canadá provocou a proibição de entrada de carne bovina dos dois países nos principais mercados internacionais.

A desvalorização do real desde dezembro de 1998 – quando a taxa de câmbio era de R$ 1,2 por US$1 – aumentou a competitividade da carne brasileira no mercado internacional.

"Entre 1997 e 2003, o volume de exportações de carne bovina do Brasil foi multiplicado por cinco, passando de 232 mil para 1,2 milhão de toneladas de carcaça", diz o Cifor, uma organização ambientalista internacional que estuda o impacto da destruição das florestas no mundo.

Projeção

Nesse período, segundo o estudo, o consumo doméstico cresceu lentamente.

"Pela primeira vez, o crescimento do rebanho brasileiro foi motivado pelas exportações", diz a pesquisa, argumentando que 80% da expansão ocorreu na Amazônia.

"Embora ainda não existam dados consolidados para 2003, alguns especialistas dizem que o Brasil é hoje o maior exportador de carne bovina do mundo."

O Cifor diz que o rebanho bovino na Amazônia mais que dobrou, passando de 26,25 milhões para 57,4 milhões cabeças, entre 1990 e 2002.

De acordo com o estudo, para cada hectare destinado à agricultura na Amazônia, existem atualmente seis hectares de pastagens para o gado.

O centro cita uma pesquisa que prevê que 40% de desvalorização do real provoca um aumento de 20% no desmatamento da Amazônia.

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