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Brasil é 7º mais atraente para 'call centers' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Brasil está em 7º lugar entre os países mais atraentes para a instalação de centros de atendimento e prestação de serviços de empresas internacionais à distância, no sistema chamado de business process outsourcing, segundo levantamento da consultoria A.T. Kearney. No ano passado, 700 pessoas trabalhavam em centros de atendimento internacional (call centers) no país e a consultoria prevê que até o fim de 2004 esse número subirá para 5 mil. "O Brasil está na mais alta posição entre os países da América Latina em termos de pessoas capacitadas e de disponibilidade", diz relatório da consultoria divulgado nesta quarta-feira. Mas o estudo alerta que será "difícil para o Brasil subir na classificação, a não ser que melhore o nível geral de educação e sua habilidade para línguas". Software Em todo o mundo, o país mais atraente é a Índia, seguida de China, Malásia, República Tcheca, Cingapura e Filipinas. O Canadá está na 8ª posição, seguido de Chile e Polônia, entre os dez melhores colocados. A consultoria diz que os pontos fortes do Brasil são custos vantajosos e uma grande força de trabalho com relativamente boa experiência em prestação de serviços à distância. "Espera-se que a crescente sofisticação da indústria local de software e do setor de informação e tecnologia no país atraia novos negócios", diz o estudo, que cita como exemplos a certificação recebida por empresas como o Instituto Atlântico e a associação entre a TBA do Brasil e Tata Group, da Índia. Já o Chile, segundo a consultoria, é o segundo país com maior atração na América Latina, refletindo "aumento do interesse em serviços off-shore em espanhol". O país, segundo o estudo, tem custos mais altos do que o resto da América Latina, mas "oferece melhor infra-estrutura e ambiente para negócios na região". O governo chileno também tem uma política agressiva de buscar oportunidades nessa área. Índia O mercado de instalação de centros de atendimento e prestação de serviços à distância está avaliado em US$ 300 milhões e pode chegar a US$ 500 milhões em 2007. Cerca de 6 milhões de empregos, especialmente no setor de alta tecnologia, devem ser transferidos dos Estados Unidos e da Europa para países mais atraentes nessa área. Segundo a A. T. Kearney, os dirigentes de empresas citam maior produtividade, melhora nos serviços e maiores habilidades técnicas, além dos custos de mão-de-obra, como as principais razões para a instalação de centros de atendimento e prestação de serviços à distância. A Índia está no topo da lista por causa da oferta de "baixos custos e profundidade significativa de recursos humanos", segundo a consultoria. "A cada ano, o sistema universitário forma 2 milhões de pessoas fluentes em inglês com grande capacitação técnica", diz. A China está em 2º lugar por sua "vasta oferta de mão de obra e custos baixos", segundo o estudo. "No entanto, China e Índia tiveram classificações baixas em risco econômico e político e também em outras áreas, como infra-estrutura", disse à agência Reuters o diretor da A.T.Kearney na Malásia, Ooi Joon Leong. Já Malásia é uma "alternativa crescente a Índia e China, pois se beneficia de infra-estrutura bem desenvolvida e de baixo custo e forte apoio governamental". |
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