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Crise política não afeta crescimento, diz Meirelles | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse que a crise política não muda a previsão de crescimento da economia para este ano. "Continuamos com a nossa previsão de crescimento de 3,5% para este ano", afirmou Meirelles em Lima, depois de participar de um seminário sobre governos e bancos públicos, na reunião anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento (Bid). Meirelles disse que os fundamentos da economia estão mais fortes atualmente e que, como resultado, "o Brasil está preparado para enfrentar os problemas que vem de fora". O presidente do Banco Central defendeu a política monetária em curso. "Nós pensamos que é adequada", disse ele, respondendo a uma pergunta sobre a rigidez da política monetária brasileira. "Os resultados estão mostrando isso", acrescentou, lembrando que a economia já cresceu no último trimestre do ano passado. "As exportações estão indo muito bem, com superávit recorde. A conta corrente do balanço de pagamentos está com superávit, o perfil da dívida interna está melhorando considerablemente", afirmou. "Os fundamentos estão muito mais fortes e tudo isso indica que estamos indo na direção certa." Meirelles chegou neste domingo de manhã a Lima, e tem uma série de encontros com investidores e representantes dos governos de outros países. Ele fica na capital peruana até terça-feira, quando volta ao Brasil. O ministro do Planejamento, Guido Mantega, que chegou a Lima no sábado, também tem vários encontros com representantes de outros governos. No sábado à noite, ele fez uma palestra a investidores promovida pelo Citigroup, e prometeu que o país continuará reduzindo a taxa de juros. |
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