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Meirelles elogia acordo do FMI com Argentina | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, elogiou nesta terça-feira o acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional) que levou a Argentina a pagar aos orgão US$ 3,1 bilhões que lhe estava devendo. "É uma decisão importante, que foi bem tomada, e o acordo parece equilibrado", disse ele. "Isso é bom para o Brasil, na medida que a Argentina é um país aliado." Meirelles recebeu uma homenagem da Universidade de Columbia, recebendo, por sua atuação à frente do BC, o prêmio "Liderança Global," durante um jantar de gala no hotel Plaza. Negociações Brasil/FMI O presidente do BC salientou que, mesmo se a Argentina tivesse optado por não pagar a dívida com o FMI, o Brasil estaria protegido de possíveis consequências negativas. "O Brasil está em uma posição sólida e já não é contaminado por crises internas como no passado", disse. "O mundo já sabe que o Brasil está numa rota de desenvolvimento sustentável, de economia estabilizada. O Brasil está protegido dessas crises." Henrique Meirelles também comentou as próprias negociações entre o Brasil e o FMI. As autoridades brasileiras apresentaram uma proposta ao fundo para que no cálculo do superavit primário, base do acordo com o fundo, sejam descontados os investimentos brasileiros em infra-estrutura. "O presidente Lula tem ligado para outros líderes explicando a posição brasileira", explicou Meirelles. "Também levamos a proposta à reunião da Basiléia (do Banco de Compensações Internacionais, considerado o Banco Central dos Bancos Centrais, com sede na cidade suíça)." Outra proposta que, segundo ele, foi apresentada no encontro encerrado nesta segunda-feira na Basiléia foi a de que seja criado um seguro do FMI para ajudar países que têm "os fundamentos da economia em ordem", para "protegê-los contra flutuações ou crises dos mercados internacionais". "A proposta foi muito bem recebida, porque a Basiléia é uma reunião de Bancos Centrais. É verdade que os BCs não participam do conselho do FMI, mas tem grande influência nos países que tomam essas decisões", completou. Escândalo Na manhã desta quarta-feira, Meirelles deverá fazer uma palestra na Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. Em seguida, ele almoçará com convidados do Conselho de Relações Internacionais num evento fechado à imprensa. Esta é a primeira vez que um membro do primeiro escalão do governo Lula vem aos EUA depois do surgimento do escândalo em torno de Waldomiro Diniz, ex-assessor do ministro da Casa Civil, José Dirceu. O escândalo teve uma repercussão negativa imediata sobre os principais indicadores da economia brasileira, com a subida do risco Brasil para a casa do 500 pontos e do dólar para a casa dos 2,90 reais. Na terça-feira, o dólar fechou cotado a 2,88 reais e o risco Brasil a 527 pontos. |
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