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Atualizado às: 05 de novembro, 2003 - 12h08 GMT (10h08 Brasília)
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País não fará acordo com FMI que impeça crescimento, diz Lula

Marcello Casal Jr., Agência Brasil
Lula assiste a apresentação de dança em Moçambique

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o Brasil ainda não fechou um possível acordo com o Fundo Monetário Internacional, mas já adiantou que será um acordo que "não impeça o crescimento".

"A economia brasileira voltou a crescer, não vai parar de crescer e nós não faríamos nenhum acordo que impedisse a economia de crescer."

O presidente repetiu várias vezes em sua entrevista depois do encontro com o presidente de Moçambique, Joaquim Chissano, que "não haverá um acordo impeditivo do crescimento".

Segundo Lula, será um acordo a partir de "novas bases". "Todo mundo no governo fala que o FMI precisa mudar seu comportamento, não exigir nenhum ajuste fiscal, mas que o Brasil assuma o compromisso de crescimento no acordo com o FMI", afirmou. "O novo acordo não sairá antes de dezembro."

As declarações de Lula foram uma reação às informações anunciadas na terça-feira pelo secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, sobre a decisão do Brasil de renovar o acordo atual, que vence em dezembro deste ano.

'Acordo preventivo'

O presidente afirmou ainda que o Brasil "não precisa sequer dos 8 bilhões que estão à nossa disposição, mas pode sim fazer um acordo preventivo".

"Não haverá um acordo com o presidente em Moçambique", afirmou.

Lula afirmou ainda que o compromisso de crescimento "é a política que deve permear os acordos, até porque o ajuste fiscal foi fracassado em vários países".

"Os países precisam crescer."

Lula disse que a meta de superávit fiscal de 4,25% do PIB "não é tão importante".

"O superávit não dá para pagar nem 50% do que temos que pagar de juros", afirmou.

Lula também defendeu mudanças na forma de pagamento da dívida. "O problema do Brasil não é o tamanho da dívida, mas a forma como ela é paga."

"Há muitos e muitos anos, qualquer pessoa inteligente sabe que países em que a dívida é 50% do PIB, ou 60%, não seria muita coisa pedir para ela ser pré-fixada com prazos mais longos", afirmou o presidente.

"O problema do Brasil é que se paga dívida todo dia."

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