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Annan pede que ricos abram mercados
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, fez um apelo para que as nações ricas abram seus mercados para as mais pobres. Em discurso lido pelo secretário-geral da Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento, Rubens Ricúpero, na sessão de abertura do encontro, Annan dizia que práticas de comércio injustas causavam prejuízos a bilhões de pessoas. Já o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Supachai Panitchpakdi, pediu aos delegados que participam da conferência ministerial da entidade que se engajem no combate à pobreza global. Ele disse, no início da primeira sessão do encontro, em Cancún, no México, que a conferência poderá trazer uma contribuição significativa para a eliminação dos problemas enfrentados pelo comércio global. Protestos Panitchpakdi afirmou que o encontro não pode faltar às milhões de pessoas ao redor do mundo que esperam um futuro melhor. Enquanto ele abria a reunião, cerca de 30 manifestantes dentro do hall do prédio exibiam cartazes denunciando a OMC como "antidesenvolvimento" e não-democrática. A maior parte desses manifestantes era de delegados de ONGs que se opõem às políticas da OMC, que acabaram sendo levados do prédio pela segurança. O sul-coreano Lee Kyang Hae, de 55 anos, se matou durante uma manifestação anti-OMC. Sapachai Panitchpakdi, disse lamentar o incidente e esperar que isso não gere problemas futuros. Segundo a agência de notícias Reuters, Lee Kyang Hae levava uma faixa dizendo que a "OMC mata os fazendeiros". Hae teria se matado com uma facada durante um protesto que terminou em confrontos entre manifestantes e policiais. Agricultura Um jornalista especializado em economia da BBC disse que uma das questões centrais é a da agricultura, com muitos países querendo que as nações desenvolvidas - especialmente a União Européia, o Japão e os Estados Unidos - façam um corte radical em seus subsídios agrícolas. Outros manifestantes estão sendo impedidos de se aproximar do centro da conferência por um forte cordão de isolamento feito pela polícia mexicana. Os representantes dos 146 países membros da OMC estão tentando aprovar no encontro um novo acordo mundial de comércio que equilibre as demandas contraditórias de nações ricas e pobres. |
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