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Atualizado às: 09 de setembro, 2003 - 15h57 GMT (12h57 Brasília)
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Cancún se prepara para manifestações contra OMC
Protesto de nudistas em Cancún
Até agora protestos têm sido tranqüilos

Vários manifestantes estão começando a chegar à cidade mexicana de Cancún, em preparação para a polêmica reunião de negociações comerciais que começa na quarta-feira.

A cidade está em estado de alto alerta de segurança depois de choques registrados em vários encontros internacionais em anos recentes e devido às tensões que cercam as negociações.

Há previsões de que até 150 mil pessoas devem chegar a Cancún nos próximos dias.

Os 146 países-membros da Organização Mundial do Comércio (OMC) pretendem usar os cinco dias da reunião ministerial para construir um novo acordo de comércio mundial - um acordo que equilibre as profundas demandas opostas de países ricos e pobres.

Tempo

Os ativistas que estão chegando a Cancún acusam os países ricos de provocar pobreza ao restringir o acesso a seus mercados, especialmente para produtos agrícolas que são tão cruciais para economias em desenvolvimento.

O mundo rico, por sua vez, diz que os países mais pobres devem concordar com reformas comerciais e legais mais amplas em troca de quaisquer concessões na agricultura.

A expectativa é que Cancún seja um passo crucial na direção de um novo acordo global de comércio no fim de 2004.

Mas até agora a OMC deixou de cumprir quase todos os prazos que tinha fixado desde que as negociações foram lançadas, há dois anos.

Posições divergentes no comércio agrícola - basicamente os subsídios que muitos países dão a seus agricultores - são o principal problema.

Dúvidas

Os governos também adotaram posições profundamente divergentes em temas como preços de produtos farmacêuticos, tarifas sobre aço e propriedade intelectual.

Apesar de um otimismo público neste ano, poucos agora acreditam que Cancún resulte em um acordo definitivo.

Há relatos sobre a preparação de uma nova reunião ministerial, fora do calendário, que não estava prevista.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, telefonou na segunda-feira para os governantes de Brasil, Paquistão, África do Sul e Índia, fazendo campanha por um acordo na reunião.

Disputas

No entanto, parece haver pouco apetite para um acordo entre governos de países em desenvolvimento ou entre os manifestantes que os apóiam.

Os países em desenvolvimento, muitos deles grandes exportadores agrícolas, sabem que detêm o poder de inviabilizar um acordo em Cancún ou mais adiante.

Eles estão insistindo firmemente em um compromisso na OMC para reduzir substancialmente os subsídios agrícolas.

Os manifestantes, que incluem desde grupos de camponeses mexicanos até ativistas ambientais europeus, estão também determinados a influenciar as negociações, embora estejam sendo mantidos à distância por pesados esquemas de segurança.

O humor no balneário ainda é cordial e as manifestações têm sido tranqüilas até agora - incluindo um grupo de nudistas que formou slogans de protestos deitando na maior praia de Cancún.

Mas alguns esperam que muita gente vai chegar a Cancún nos próximos dias.

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