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Reuters deve transferir operações centrais para Índia
A Reuters, agência de notícias e provedor de informações financeiras, está planejando transferir uma parte substancial de suas operações centrais para a Índia, em uma tentativa de poupar dinheiro. A iniciativa, que foi revelada em 28 de julho em apresentação simultânea para 1.100 funcionários no mundo inteiro, prevê que novos produtos serão desenvolvidos em Hyderabad ou Bangalore. Mas os documentos, vistos pela BBC Online, deixam claro que a iniciativa quase certamente deverá provocar demissões. Entre os funcionários a serem afetados estão 350 que trabalham em Tiverton, no sudoeste da Inglaterra, outros 65 em Edimburgo, na Escócia, como também outros cerca de 600 operando nos Estados Unidos, Cingapura e Leste da Ásia, além de outros escritórios ao redor do mundo. Telas A divisão de conteúdo - setor que gera os dados financeiros que a Reuters vende a bancos e outros clientes - fornece as informações que aparecem nas telas da empresa usadas por investidores. A companhia obtém a maior parte de sua receita das telas, e não da venda de notícias a jornais e TVs, e por isso a divisão de conteúdo está no centro da empresa. Muitas companhias estão transferindo centros de atendimento e outras divisões periféricas para a Índia, com o objetivo de cortar custos, mas uma transferência de operações centrais é mais rara. Fontes da Reuters disseram à BBC News Online que o anúncio já estava atingindo o estado de espírito, e que alguns funcionários já estão pensando em saltar fora antes de serem empurrados. Competição Os documentos produzidos para a reunião do dia 28 sugerem que a empresa está fazendo planos de contingência para demissões em grande escala na onda do anúncio. Neles, a empresa insiste que não tem escolha mas poupar dinheiro com a mudança para a Índia, com o objetivo de ficar competitiva. A divisão de conteúdo foi recentemente ampliada com a aquisição da empresa de dados Multex. Funcionários da Multex que entraram para a Reuters foram avisados que seus empregos estão salvos. Mas a BBC Online ficou sabendo que gerentes-sêniores da divisão de conteúdo foram informados que esse não era o caso. Reviravolta A Reuters está em meio a demissões de 3 mil funcionários e um programa de cortes de gastos chamdo "fast forward", exposto em um dia de reuniões gerais na empresa, em 11 de julho. Uma porta-voz da Reuters disse que nenhuma decisão tinha sido tomada ainda sobre que operações - se qualquer uma delas - seriam transferidas para a Índia para suprir novos produtos que fossem desenvolvidos lá, mas que um anúncio seria feito em meados de setembro. Quaisquer perdas de empregos, disse ela, estariam incluidas nas 3 mil programadas no "fast forward". O programa "fast forward" é uma tentativa de competir com as vendas em expansão de seus concorrentes Bloomberg e Thomson Financial - e ambos dizem que suas informações são mais acessíveis aos usuários. Reuters conseguiu voltar a ter lucro nos primeiros seis meses de 2003. Mas avisou que as vendas de assinaturas de dados tinham caído 10% em relação ao ano anterior, e que ainda havia outros dois anos de duras condições pela frente. |
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