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Analistas prevêem queda de juros com deflação
A deflação de 0,15% em junho registrada pelo IPCA abre caminho para uma redução mais sustentada das taxas de juros, mas analistas recomendam que o Banco Central não deixe de lado a prudência em sua política monetária. O economista Ricardo Amorim, diretor para a área de investimentos da consultoria IDEAGlobal, em Nova York, acredita que a taxa básica de juros pode cair dois pontos percentuais já na próxima reunião do Copom, o Comitê de Política Monetária do Banco Central. O banco de investimentos Merril Lynch, em Nova York, também prevê uma redução já em julho mais significativa do que o último corte na taxa Selic promovida pelo BC, que foi de apenas 0,5 ponto percentual. A gente trabalha com a perspectiva de uma queda de pelo menos 1%, diz o economista Felipe Illanes. Perguntas Mas os analistas alertam que a deflação de junho não significa que a batalha contra a inflação já está vencida. Amorim acredita que em julho a inflação deve voltar a ser positiva, devido ao aumento das tarifas de telefone e energia. Ainda há definições sobre tarifas pela frente, concorda Illanes. Não se sabe como elas vão ser parceladas, se vai haver aumento de combustível; há um elemento de indefinição com relação à sustentabilidade dessa queda de preços. A queda das taxas de juros, na estimativa da Merril Lynch, deve ser gradual, terminando o ano em cerca de 20% ou 20,5%. Deflação global Isso significa que a deflação de junho no Brasil não deve ser encarada como um sinal de que o país pode sofrer o mesmo tipo de fenômeno que assusta os bancos centrais dos Estados Unidos, da Europa e do Japão. Longos processos deflacionários trazem grandes riscos para a economia, afetando fortemente a atividade produtiva, por exemplo. A acentuada redução da atividade econômica e as baixas taxas de inflação em países como os Estados Unidos e a Alemanha fazem muitos temer que a economia global esteja entrando justamente em um desses períodos. No Brasil, a queda global nas taxas de inflação já teve alguns efeitos. Illanes explica que a redução nas taxas de juros no Primeiro Mundo tornaram mais atraentes os títulos da dívida pública de países emergentes, especialmente os do Brasil, o que ajudou a valorizar o real e conseqüentemente derrubar os índices de inflação. |
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