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Reconstrução do Iraque 'pode custar até R$ 264,4 bi'
O Iraque precisará de até US$ 90 bilhões (R$ 264,4 bilhões) em investimentos para restaurar a saúde de sua economia, de acordo com a última análise sobre o assunto, feita pela consultoria Mckinsey. O investimento, que se concentraria na reconstrução da infra-estrutura do país, levaria uma década, segundo Achmed al-Shahrabani, que está à frente de uma iniciativa da empresa para ajudar o Iraque. Ao falar numa conferência em Londres sobre a reconstrução do país, ele disse que as receitas de petróleo não serão suficientes para cobrir a recuperação econômica do Iraque. Desde o fim da guerra, a adminstração provisória americana tem se concentrado em pagar os salários do setor público, que emprega uma parte significativa dos trabalhadores iraquianos, e em estabelecer um orçamento para 2003. Infra-estrutura O Exército americano também ofereceu vários contratos para a reconstrução de parte da infra-estrutura do país, mas boa parte desse trabalho tem sido feito até agora sob a forma de consertos de curto prazo. A indústria de petróleo do Iraque precisaria de até US$ 40 bilhões (R$ 117,5 bilhões) para aumentar sua produção para 6 milhões ou 7 milhões de barris de petróleo por dia até 2010, segundo a consultoria. Embora o Iraque detenha a segunda maior reserva de petróleo do mundo, depois da Arábia Saudita, sua capacidade de produção não ultrapassa 1,5 milhão de barris por dia.
Além disso, o sistema de saúde precisaria de algo entre US$ 10 bilhões (R$ 29,4 bilhões) e US$ 20 bilhões para fazer com que as instalações existentes retornem ao seu padrão anterior a 1980. "O Iraque tem uma economia cujo funcionamento está seriamente comprometido, mas tem enormes oportunidades econômicas", disse Guy Gantley, assessor econômico do ministério das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, na conferência. Ele acrescentou que qualquer recuperação sustentável dependerá de reformas orientadas pela economia de mercado e do financiamento de doadores da comunidade internacional. O Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI) estão atualmente levando equipes ao Iraque para levantar o tamanho dos danos feitos ao país por anos de conflito. O resultado dessas missões resultará num plano de reconstrução que será apresentado numa conferência internacional com potenciais doadores de recursos para o Iraque, o que deve ocorrer ao redor de outubro. Desde o fim da guerra, receitas e gastos começaram a aumentar, enquanto o setor privado tem mostrado que está começando a se recuperar. "Mas, se o Iraque falhar, haverá altos níveis de desemprego por uma geração inteira, o que poderá ser socialmente desestabilizador", disse Gantley. Gantley acrescentou que o país deve usar suas receitas de petróleo para ajudar a diversificar sua economia, para evitar a dependência de uma só commodity. |
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