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Agente de Jackson diz que reservou bilhete para menino ir para o Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A agente de viagens de Michael Jackson disse que um assessor do cantor lhe pediu para reservar passagens aéreas só de ida para o Brasil para o menino que o acusa de abuso sexual e sua família. "Ele (o assessor de Jackson Marc Schaffel) me pediu para fazer as reservas de vôo de quatro passageiros para o Brasil. Passagens de ida", disse Cynthia Montgomery, em depoimento durante o julgamento do cantor. Montgomery disse que recebeu a ligação de Schaffel no dia 25 de fevereiro de 2003 e chegou a reservar assentos num vôo para São Paulo para Gavin Arvizo – o menino então com 13 anos supostamente molestado por Jackson –, os dois irmãos e a mãe dele. Segundo a agente, ela precisou a reservar passagens de ida e volta, a um custo de US$ 15.092, porque cidadãos americanos não podem entrar no Brasil sem passagem de volta. "Eu escolhi uma data arbitrariamente (para a volta) e em seguida liguei para ele (Schaffel) para dizer o que havia feito e por que razão", disse a testemunha. A acusação mostrou cópias das reservas aos jurados no tribunal de Santa Maria, na Califórnia, onde o pop star está sendo julgado. Montgomery disse, no entanto, que os bilhetes nunca chegaram a ser comprados porque Schaffel lhe telefonou dizendo que havido tido "uma mudança de planos". Os advogados de acusação alegam que cinco assessores de Jackson, inclusive Schaffel, planejaram seqüestar a família. As passsagens fariam parte do plano para afastá-los de qualquer contato com a mídia americana por causa da transmissão de um documentário em que Jackson aparece ao lado de Gavin Arvizo e admite dividir a sua cama com crianças. Segundo a acusação, os assessores de Jackson entraram em pânico com a exibição do programa na Grã-Bretanha, considerado desastroso para a imagem do artista. Ao fazer as suas perguntas a Montgomery, o chefe dos advogados da defesa Thomas Mesereau questionou a credibilidade da testemunha, chamando atenção para o fato de que ela está envolvida em outra disputa judicial envolvendo filmagens ilegais no jato particular de Jackson. O FBI (polícia federal americana) está tentando descobrir quem escondeu as câmeras no avião que levou o cantor para a Califórnia em novembro de 2003 quando ele se rendeu às autoridades de Santa Barbara para ser questionado sobre as alegações de abuso sexual. O juiz que preside o julgamento de Jackson, Rodney Melville, concedeu imunidade para Montgomery testemunhar. Esta é a nona semana de depoimentos no caso. Assim que a acusação terminar os seus argumentos, será a vez da defesa apresentar os seus. Na segunda-feira, Mesereau, pediu o afastamento de um dos membros da sua equipe, Brian Oxman, sem dar explicações. Michael Jackson se diz inocente das dez acusações feitas contra ele. Se condenado, o cantor pode receber uma sentença de até 21 anos de prisão. |
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