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Atualizado às: 28 de fevereiro, 2005 - 22h00 GMT (19h00 Brasília)
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Promotor diz que Jackson expôs crianças a pornografia
Michael Jackson
Cantor já está familiarizado com a rotina de segurança dos tribunais
Tom Sneddon, o promotor no julgamento em que Michael Jackson é acusado de molestar um menor, disse que o cantor expôs crianças a uma mala cheia de material de cunho sexual, inclusive revistas com títulos como "pornografia pesada quase ilegal".

No julgamento, que teve início nesta segunda-feira, em Santa Maria, na Califórnia, Tom Sneddon disse ao júri que o mundo de Michael Jackson foi sacudido em fevereiro de 2003 pela exibição de um documentário da televisão britânica chamado Vivendo com Michael Jackson (Living with Michael Jackson).

No documentário, o cantor disse que não via nada de errado em partilhar uma cama com uma criança.

Sneddon afirmou que a reação contra o programa deu a Jackson motivação para pressionar a família do menino para fazer um vídeo retirando todas as alegações de qualquer tipo de abuso sexual.

Os advogados de defesa do cantor devem apresentar seu caso mais tarde.

Michael Jackson nega todas as acusações.

Fãs

O julgamento começou às 13h30 (de Brasília), com a leitura das acusações.

Poucos fãs esperavam por Jackson à entrada do tribunal, talvez por causa da chuva fina, quando ele chegou à corte, meia hora antes do início da sessão.

O cantor, de 46 anos, estava acompanhado da mãe, Katherine, e de um de seus irmãos, Jermaine.

Se condenado, ele pode receber uma pena de até 21 anos de prisão.

Protestos

Entre as pessoas que estavam na porta do tribunal, em Santa Maria, duas carregavam cartazes de protesto contra o cantor, segundo a agência de notícias AP.

Os cartazes diziam: "Não ao sexo com crianças" e "Noventa por cento dos menores nunca contam" (que foram molestados).

O astro pop estava vestido de preto, com uma braçadeira vermelha e uma estrela de xerife na lapela.

"Ele é uma das pessoas mais interessantes que já existiram na Terra", disse Steve Cron, um advogado baseado em Los Angeles que tem comentado o caso para a imprensa.

"As pessoas vão querer saber: O que ele fez, com quem ele fez e por quê."

Tensão

Segundo um correspondente da BBC no local, há uma "tensão palpável" no tribunal. Promotores, advogados de defesa, jurados e juiz sentem que têm "um trabalho a fazer" e que o mundo vai estar olhando.

No fim de semana, mais estúdios de TV improvisados foram erguidos no terreno do complexo do tribunal.

Repórteres de todo o mundo mais uma vez se dirigiram para essa tranqüila cidade californiana. Todos estão ansiosos para obterem um dos 40 passes por um lugar na principal sala de julgamento.

A polícia local reforçou um muro de ferro em frente ao prédio. Uma cerca feita com duas camadas de correntes restringe o acesso dos fãs à rua principal.

O juiz, Rodney Melville, proibiu câmeras na sala de julgamento, e os advogados estão proibidos de falar com jornalistas.

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