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Atualizado às: 14 de janeiro, 2004 - 16h55 GMT (14h55 Brasília)
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Atividade cinematográfica faz de Londres uma nova Hollywood

Cena do filme 'O Diário de Bridget Jones'
Super-produções dobraram o investimento estrangeiro na indústria cinematográfica britânica no ano passado

A indústria cinematográfica britânica começa o ano em clima de otimismo.

O motivo é o grande número de produções estrangeiras sendo preparadas, rodadas ou finalizadas em Londres.

Os estúdios nos arredores da cidade, como Pinewood, Shepperton e Leavesden, estão em atividade frenética com mega-produções hollywoodianas como Alexandre, O Grande, do diretor Oliver Stone e A Fantástica Fábrica de Chocolate, adaptação do livro de Roald Dahl sob o comando do diretor Tim Burton.

"As pessoas reconheceram que a Grã-Bretanha tem uma incrível riqueza de talentos", afirma Sue Hays, diretora do Film London, departamento do governo voltado para o incremento da atividade cinematográfica na capital.

Criativo e mais barato

O talento dos atores, diretores, roteiristas e técnicos ingleses e a qualidade dos estúdios londrinos não bastam para explicar a onda de filmes de Hollywood sendo feitos ou co-produzidos na cidade.

Produções de 2003
'Harry Potter e o Prisioneiro de Askaban': Orçamento de US$ 130 milhões. Terceiro filme da série, com direção de Alfonso Cuarón. Está sendo finalizado no estúdio Leavesden.
'Bridget Jones - O Limite da Razão': A continuação do super-sucesso de bilheteria, com orçamento de US$ 30 milhões, volta a reunir Renée Zellweger, Colin Firth e Hugh Grant em locais charmosos de Londres.
'Troy (Helena de Tróia)': Co-produção dirigida por Wolfgang Petersen e estrelada por Brad Pitt. Estréia prevista para o primeiro semestre deste ano.
'Pride and Prejudice': Produção britânica. A diretora britânica Gurinder Chadha (do inesperado sucesso 'Driblando o Destino') transforma o clássico de Jane Austen em um musical ao estilo de 'Bollywood'.

Quando orçamentos ultrapassam a casa dos US$ 50 milhões, o dinheiro é protagonista ou, pelo menos, coadjuvante da história.

"Nós oferecemos vários incentivos fiscais para cineastas estrangeiros", diz Sue Hays.

"Além disso", diz, "as pessoas estão acordando para o fato de que existem locações maravilhosas em Londres".

Os produtores de Bridget Jones, O Limite da Razão (continuação do sucesso de bilheteria O Diário de Bridget Jones) concordam.

Investimento recorde

O filme, com o elenco original - Renée Zellweger, Colin Firth e Hugh Grant -, começou a ser rodado em Londres, no fim do ano passado, com cenas externas no Hyde Park e no mercado de Borough, ao sul do rio Tâmisa.

Antes de ser testado junto às platéias, o filme já deu sua contribuição para o recorde que a indústria cinematográfica britânica está comemorando.

Junto com Harry Potter e O Prisioneiro de Azkaban (o terceiro filme da série) e Helena de Tróia (com Brad Pitt), entre outros, Bridget Jones ajudou a tornar 2003 o ano de maior investimento estangeiro em filmes na Grã-Bretanha.

 Pelo que estou vendo até agora, 2004 está prometendo ser ótimo.

Sue Hays, Film London

Segundo dados divugados esta semana pelo Conselho Britânico do Filme, foram gastos com filmes no ano passado 1,17 bilhão de libras esterlinas (cerca de R$ 6 bilhões), mais do que o dobro registrado em 2002 (550,45 milhões de libras).

Dos 177 filmes produzidos na Grã-Bretanha em 2003, 30 foram resultado de investimento externo, com um salto de 266 milhões de libras (R$ 1,3 bilhão) para 729 milhões (R$ 3,6 bilhões).

Os restantes 102 foram co-produções e 45 considerados produções inteiramente nacionais - aqui, também, registrou-se um aumento considerável.

O que vem por aí
'Harry Potter e o Cálice de Fogo': Quarto filme da série em fase de pré-produção em Londres. Tudo indica que o diretor será Mike Newell, de 'Quatro Casamentos e Um Funeral'.
'Alexandre, o Grande': Outra mega-produção na faixa dos US$ 100 milhões. Dirigido por Oliver Stone, com Colin Farrell, Angelina Jolie e Anthony Hopkins, está em finalização nos estúdios Pinewood, em Londres.
'A Fantástica Fábrica de Chocolate': O imprevisível Tim Burton dirige, com um orçamento de US$ 80 milhões. Os estúdios de Pinewood estão sendo transformados na fantástica fábrica. Johnny Depp é a estrela.

"Estamos atrás apenas de Hollywood", comemorou Steve Norris, diretor do Conselho do Filme.

O ano promete

Ultrapassar ou mesmo repetir o sucesso desse ano recorde não será fácil, principalmente com o enfraquecimento do dólar diante da libra.

"Obviamente, há uma certa preocupação com o impacto do dólar em relação à libra e como isso encarecerá as produções aqui. Mas, por enquanto, isso é especulação", diz Sue Hays, do Film London.

Mesmo quando filmes são rodados em países europeus financeiramente mais atraentes, ou baratos, como a República Tcheca, eles acabam sendo pós-produzidos em Londres.

Sue Hays mantém-se confiante: "Pelo que estou vendo até agora, 2004 está prometendo ser ótimo."

A capital inglesa abre o calendário de produções cinematográficas como um braço forte de Hollywood.

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