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Atividade cinematográfica faz de Londres uma nova Hollywood
A indústria cinematográfica britânica começa o ano em clima de otimismo. O motivo é o grande número de produções estrangeiras sendo preparadas, rodadas ou finalizadas em Londres. Os estúdios nos arredores da cidade, como Pinewood, Shepperton e Leavesden, estão em atividade frenética com mega-produções hollywoodianas como Alexandre, O Grande, do diretor Oliver Stone e A Fantástica Fábrica de Chocolate, adaptação do livro de Roald Dahl sob o comando do diretor Tim Burton. "As pessoas reconheceram que a Grã-Bretanha tem uma incrível riqueza de talentos", afirma Sue Hays, diretora do Film London, departamento do governo voltado para o incremento da atividade cinematográfica na capital. Criativo e mais barato O talento dos atores, diretores, roteiristas e técnicos ingleses e a qualidade dos estúdios londrinos não bastam para explicar a onda de filmes de Hollywood sendo feitos ou co-produzidos na cidade.
Quando orçamentos ultrapassam a casa dos US$ 50 milhões, o dinheiro é protagonista ou, pelo menos, coadjuvante da história. "Nós oferecemos vários incentivos fiscais para cineastas estrangeiros", diz Sue Hays. "Além disso", diz, "as pessoas estão acordando para o fato de que existem locações maravilhosas em Londres". Os produtores de Bridget Jones, O Limite da Razão (continuação do sucesso de bilheteria O Diário de Bridget Jones) concordam. Investimento recorde O filme, com o elenco original - Renée Zellweger, Colin Firth e Hugh Grant -, começou a ser rodado em Londres, no fim do ano passado, com cenas externas no Hyde Park e no mercado de Borough, ao sul do rio Tâmisa. Antes de ser testado junto às platéias, o filme já deu sua contribuição para o recorde que a indústria cinematográfica britânica está comemorando. Junto com Harry Potter e O Prisioneiro de Azkaban (o terceiro filme da série) e Helena de Tróia (com Brad Pitt), entre outros, Bridget Jones ajudou a tornar 2003 o ano de maior investimento estangeiro em filmes na Grã-Bretanha.
Segundo dados divugados esta semana pelo Conselho Britânico do Filme, foram gastos com filmes no ano passado 1,17 bilhão de libras esterlinas (cerca de R$ 6 bilhões), mais do que o dobro registrado em 2002 (550,45 milhões de libras). Dos 177 filmes produzidos na Grã-Bretanha em 2003, 30 foram resultado de investimento externo, com um salto de 266 milhões de libras (R$ 1,3 bilhão) para 729 milhões (R$ 3,6 bilhões). Os restantes 102 foram co-produções e 45 considerados produções inteiramente nacionais - aqui, também, registrou-se um aumento considerável.
"Estamos atrás apenas de Hollywood", comemorou Steve Norris, diretor do Conselho do Filme. O ano promete Ultrapassar ou mesmo repetir o sucesso desse ano recorde não será fácil, principalmente com o enfraquecimento do dólar diante da libra. "Obviamente, há uma certa preocupação com o impacto do dólar em relação à libra e como isso encarecerá as produções aqui. Mas, por enquanto, isso é especulação", diz Sue Hays, do Film London. Mesmo quando filmes são rodados em países europeus financeiramente mais atraentes, ou baratos, como a República Tcheca, eles acabam sendo pós-produzidos em Londres. Sue Hays mantém-se confiante: "Pelo que estou vendo até agora, 2004 está prometendo ser ótimo." A capital inglesa abre o calendário de produções cinematográficas como um braço forte de Hollywood. |
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