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Londres volta a comemorar o Ano Novo
Este ano não vai ser igual àquele que passou. Ao contrário do que vinha acontecendo desde 2000, Londres vai ter um Réveillon. Haverá uma queima-de fogos na noite de Ano Novo num dos principais pontos turísticos da capital: a roda-gigante London Eye. O show pirotécnico começará à meia-noite, está previsto para durar três minutos, e a expectativa é que mais de 60 mil pessoas convergirão para a área. Além disso, vários prédios famosos da cidade serão iluminados simultaneamente com gráficos e efeitos especiais, entre eles, o Palácio de Buckingham, que terá uma mensagem da rainha projetada em sua fachada. Foi por pouco Para os brasileiros, acostumados a queimas de fogos espetaculares de longa duração na virada do ano, três minutos de foguetório podem parecer meio mixuruca. Mas, para londrinos e visitantes, a notícia é motivo de comemoração. Até poucos dias atrás, não havia nada programado oficialmente para o Réveillon deste ano em Londres.
Em se tratando de eventos públicos, o Ano Novo na capital britânica sempre foi desanimado – sem fogos, sem shows populares, só mesmo com uns poucos desavisados concentrados na praça de Trafalgar batendo queixo, tomando porre e esperando pelas badaladas do Big Ben à meia-noite. O Ano Novo do milênio, no final de 1999, mudou isso: multidões saíram às ruas de Londres para curtir uma animadíssima programação oficial saudando a chegada do século 21. Mal sabiam que nos anos seguintes tudo voltaria ao tradicional desânimo das autoridades. Bom para o turismo Mas, para alegria de quem está na cidade neste fim de ano sem programa, o prefeito Ken Livingstone custou, mas anunciou que haverá o esperado show de fogos. A verdade é que já estava pegando mal uma cidade do calibre de Londres ser criticada todo ano, na imprensa local e internacional, por não promover qualquer forma de celebração pública no Réveillon. Não por acaso, a queima de fogos está sendo divulgada oficialmente com o título de All Eyes on London (Todos os Olhos sobre Londres) e apresentada pela assessoria de imprensa do prefeito como uma oportunidade "de promover a capital no exterior". Desta forma, quando as televisões em vários países mostrarem imagens do Ano Novo ao redor do mundo, Londres poderá aparecer entre as metrópoles tradicionalmente festivas e festeiras, como Paris, Rio de Janeiro, Nova York e Sydney. ‘Embrulho’ de fim de ano
Outra imagem do Ano Novo londrino de impacto garantido será a de edifícios famosos iluminados com imagens projetadas. A novidade foi lançada no início de dezembro pelo roqueiro Bob Geldof, para "animar Londres durante os dias escuros do inverno". Em dias diferentes ao longo do mês, prédios históricos como a National Gallery, a Tate Britain e o Palácio de Buckingham foram "embrulhados para presente", envoltos em imagens escolhidas por artistas e celebridades. Na noite de 31, o show será completo: os 9 prédios serão iluminados simultaneamente, das 17h às 2h. Até a rainha Elizabeth 2ª entrou na festa: o Palácio de Buckingham é um dos destaques, com a projeção de uma mensagem de "Feliz Ano Novo" da família real. Nelson Mandela também enviou sua contribuição. O National Theatre, próximo ao London Eye, será iluminado com a seguinte mensagem do ex-presidente sul-africano: "Desejo a todos um feliz Ano Novo e um futuro de paz, estabilidade e prosperidade para todos". Festa pra valer Enquanto fogos e projeções iluminam a cidade, é nos clubes, bares e restaurantes da cidade que o londrino comemora a passagem do ano em grande estilo. Clubes, como o Fabric, botam a moçada para dançar até 9 da manhã do dia 1º - derrubando o mito de que em Londres a farra acaba cedo. Só é preciso estar com a carteira recheada. Ingressos para os clubes e bares com DJ ou música ao vivo variam de 30 libras a 130 libras esterlinas (de R$ 150 a quase R$ 650); nos restaurantes chiques, os preços podem escalar de R$ 500 a R$ 2500. O consolo é que o metrô e os ônibus circularão durante toda a madrugada de 31 de dezembro para 1º de janeiro, e o público poderá viajar de graça das 23h45 às 4h30. Não é nada, não é nada… Não deixa de ser uma boa forma de começar 2004. |
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