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Atualizado às: 03 de dezembro, 2003 - 06h33 GMT (04h33 Brasília)
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Celebridades 'embrulham' Londres para presente

Projeção de imagens sobre o Arco de Wellington, ponto turístico em Hyde Park, no centro de Londres
O Arco de Wellington ganhou novo visual com a iluminação natalina

Efeitos especiais estão deixando Londres irreconhecível para o Natal deste ano – a capital nunca se enfeitou assim para a ocasião.

A novidade foi lançada nesta terça-feira à noite pelo roqueiro Bob Geldof, que revestiu o Arco de Wellington, no Hyde Park, com imagens de girassóis e de crianças.

Até a noite de 24 de dezembro, um total de nove prédios históricos e pontos turísticos de Londres serão “embrulhados” para presente -- entre eles, a National Gallery, o National Theatre, o museu Tate Britain e o Museu da Guerra.

As imagens foram criadas ou escolhidas por um grupo de celebridades que inclui as top models Kate Moss e Naomi Cambell, a estilista Stella McCartney, o vocalista do grupo Blur Damon Albarn e o artista plástico Damien Hirst.

Roqueiro iluminado

Batizada de Brightening Up London (um jogo de palavras que podem significar Iluminando ou Animando Londres), a iniciativa é uma idéia de Bob Geldof, que ficou famoso mundialmente, em 1985 por ter organizado o concerto Live Aid, em ajuda à Etiópia.

O roqueiro Bob Geldof
Bob Geldof quer animar Londres

Atualmente, mais ativo como empresário e militante político do que como músico, ele atua em várias frentes produzindo desde programas de tv a campanhas contra a fome no mundo.

Esta não é a primeira vez que Geldof se envolve na promoção de eventos para comemorar o fim de ano em Londres.

Sua empresa foi a responsável pelos shows de fogos de artifício no Ano Novo de 2000 na cidade.

Inverno colorido

Os girassóis que ele escolheu para o primeiro “embrulho” ilustram bem a idéia por trás do agito.

Bob Geldof achou que Londres fica meio triste em dezembro, com os dias muito curtos e cinzentos no pico do inverno, e que a capital estava precisando de uma corzinha.

Os "girassois" de Bob Geldof iluminando um dos lados do Arco de Wellington
Os "girassois" de Bob Geldof iluminando o Arco de Wellington

“Isso poderia virar uma tradição e as empresas poderiam competir para tornarem seus edifícios os melhores de Londres”, sugere ele.

A patrocinadora do evento, a empresa de telefonia celular Orange, garante que esta é o primeira iniciativa do gênero.

“Nunca ocorreu nesta escala, com tantos prédios, num período de tempo tão curto”, diz o porta-voz Stuart Campbell.

Papai Noel no gelo

Embrulhar edifícios famosos em imagens iluminadas é a mais nova adição às atividades natalinas de Londres.

Há poucos anos, a cidade ganhou um rinque de patinação no gelo no pátio interno do centro cultural Somerset House -- um dos principais exemplos de arquitetura do século 18 na capital.

Crianças e adultos patinam no rinque de gelo no pátio interno da Somerset House
Patinar no gelo é programa garantido no Natal londrino

O público pode alugar os patins e há professores no local para aqueles que não se garantem no fio dos patins.

Um café com vista para a pista de gelo, servindo chocolate ou vinho quente e batata assada, mantém aquecidas as pessoas que preferem o papel de espectadoras.

Engarrafamento nas calçadas

Em Londres, tradicionalmente, o clima natalino se instala já no final de novembro, quando a decoração das principais avenidas do centro comercial é apresentada com estardalhaço - geralmente, com a presença de uma celebridade da TV.

O frenesi da compra de presentes é tão grande que, em algumas ruas de comércio, como a Oxford Street, a polícia chega a montar um esquema de mão e contramão. Para pedestres.

O tráfego nas calçadas torna-se ainda mais lento porque muita gente vem ao centro da cidade especialmente para ver as vitrines de algumas lojas de departamento.

Entre as vitrines mais concorridas estão as da Fortnum & Mason, da Liberty, da Harrods, da Dickins & Jones, da Selfridges e da loja de brinquedos Hamleys.

'Cilada' natalina

Os nativos já estão acostumados, mas turistas e visitantes costumam se surpreender, e se aborrecer, com o fato de que Londres fica praticamente um deserto no Natal.

O londrino que não viaja para passar o feriadão com a família ou amigos no interior do país, ou não se refugia do frio em paraísos tropicais, acaba se enfurnando em casa até a ressaca do Natal passar, vivendo de uma dieta de comidas e bebidas altamente calóricas e maratonas televisivas.

Pára tudo, não só na capital como no país inteiro.

Museus, galerias, teatros, cinemas e a maioria dos restaurantes começam a fechar no dia 24 e só reabrem no dia 27 (o dia 26 de dezembro também é feriado na Grã-Bretanha).

O transporte público contribui, ou atrapalha, dependendo do ponto de vista.

O Metrô e os ônibus em Londres páram completamente no dia 25 e funcionam com serviço reduzido no dia 26.

Só mesmo em áreas bem centrais, como Piccadilly Circus, Leicester Square, Chinatown e Soho, a vida continua durante o feriado natalino, embora a passo mais lento.

Queima total antes do Ano Novo

Embrulhados para presente
Arco de Wellington
National Gallery
National Theatre
Royal Exchange
Museu da Guerra

Nem é preciso dizer que, nas lojas, o clímax da agitação é atingido no dia 24 (a maioria fecha às 17h), mas quem não sofre as pressões do Natal pode começar a colher os frutos já no dia 26.

Nem bem o peru esfriou na mesa e alguns estabelecimentos, como a loja de departamentos Selfridges, deslancham sua liquidação.

É o queima mais quente do ano na cidade, com descontos consideráveis, e ainda dá tempo de pescar um modelito para o Ano Novo.

Reveillon no escuro

Bem, o Ano Novo… O prefeito Ken Livingstone está fazendo um tremendo suspense e até agora vem-se recusando a confirmar se existe ou não alguma comemoração oficial programada para a virada do ano na cidade.

No mega-réveillon de 2000, o londrino tomou gosto por concertos ao ar livre e shows espetaculares de fogos de artifício (mesmo sob chuva e temperaturas na marca do zero).

Até então, o réveillon em Londres se limitava aos clubes, restaurantes e festinhas particulares.

Não, não dá para chamar de réveillon londrino a já tradicional aglomeração de bêbados e turistas desavisados na Trafalgar Square - fazendo a contagem regressiva para as badaladas do Big Ben à meia-noite; torcendo por uns foguetinhos; se jogando nas águas geladas do chafariz, quando a prefeitura não cobre as fontes com tapumes; esperando em vão que algo interessante aconteça.

Metrô grátis

A verdade é que, desde a virada do século, Londres nunca mais organizou uma festa para o público.

Até agora, a única informação que o prefeito liberou é que o metrô e os ônibus circularão durante toda a noite de 31 e que o transporte público será gratuito a partir das 23h na noite de Ano Novo.

Fora isso, os patrocinadores da nova iluminação especial de Natal nos edifícios famosos da cidade, inaugurada nesta terça-feira à noite, prometem uma surpresa para a virada do ano. E mais, não dizem.

Seja passando o réveillon num clube, num restaurante, na casa de amigos ou esperando alguma coisa acontecer em Trafalgar Square, pelo menos o transporte de volta pra casa está garantido.

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