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Atualizado às: 07 de agosto, 2003 - 22h05 GMT (19h05 Brasília)
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Novela da Globo já suspendeu até sessão do Parlamento russo

Sônia Braga e Armando Bogus em cena da novela 'Gabriela'
Sônia Braga e Armando Bogus em cena da novela 'Gabriela'

O mais célebre legado internacional da gestão de Roberto Marinho à frente das Organizações Globo são as novelas exibidas pela emissora, que foram vendidas para mais de 130 países e chegaram até a cair no gosto de sisudos políticos soviéticos.

"As novelas brasileiras foram as primeiras a aparecer na TV russa ainda na época de Gorbachov, nos anos 80. Elas causaram sensação. Houve casos anedóticos, como quando o Parlamento da Federação Russa terminou a sessão mais cedo para ver o último capítulo de Escrava Isaura", conta o russo Anatoli Sostanov, consultor na área de TV internacional e ex-diretor da emissora estatal russa Canal 1.

Entre os países contemplados com a teledramaturgia global figuram nações tão diversas como Cuba, Bósnia-Herzegóvina, Rússia, China e, naturalmente, os lusófonos Angola e Portugal.

Mas Anatoli Sostanov acredita que, ao menos na Rússia, as novelas brasileiras já viram dias melhores.

"Claro que as novelas brasileiras têm presença constante na Rússia. Mas o momento de glória destas produções já está passando, devido à concorrência da produção local, que se baseia não em textos originais, mas em clássicos de autores como Dostoiévski", disse.

Já em um país pobre e de língua portuguesa como Angola, é difícil investir na produção local. Assim, a Globo ocupa boa parte da programação do país.

"Há muitos anos que os angolanos convivem com a telenovela brasileira. A primeira foi Gabriela. Desde então, criou-se o hábito de assistir à novela após o jornal das 20h30", conta o angolano Reginaldo Silva, correspondente da BBC em Luanda.

De acordo com o jornalista, hoje a oferta de novelas na TV angolana é ainda maior.

"Por isso, as novelas brasileiras têm enorme influência no comportamento dos angolanos. Alguns mais críticos dizem que há até uma certa colonização brasileira por parte da televisão, sobretudo por parte das telenovelas", afirma o repórter.

Humberto Martins e Betty Lago, em cena de 'Kubanacan'
Humberto Martins e Betty Lago, em cena de 'Cubanacan'

Nos últimos dez anos, a televisão portuguesa passou a invetir em produções locais. Mas, as novelas da Globo continuam sendo referência e ocupam boa parte do horário nobre da TV de Portugal, como explica a jornalista Moema Silva, que trabalha para a revista TV Mais, em Lisboa.

"As novelas começam às 17h com New Wave, (a versão portuguesa de Malhação), continua com O Beijo do Vampiro, novela leve que é lider de audiência no horário. No horário nobre, entra Mulheres Apaixonadas, que está com 30% da audiência portuguesa, algo bem expressivo para o país", comenta.

A jornalista comenta que os hábitos "noveleiros" dos portugueses vão ainda mais longe que os dos brasileiros.

"O interesse se mantém até mais tarde. Às 22h – horário usado no Brasil para exibir séries – aqui está sendo aproveitado para exibir novelas. Aqui estão passando Kubanacan, simultaneamente à exibição no Brasil", afirma Moema.

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