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Conferência do Clima chega a acordo com EUA | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os Estados Unidos retiraram suas objeções contra o acordo final da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climática que viabiliza discussões sobre medidas de longo prazo para reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa. Esse foi um dos principais resultados saídos da conferência, realizada em Montreal, no Canadá, depois de uma longa noite de negociações no seu último dia. Os Estados Unidos se recusavam - e continuam se recusando - a assumir qualquer comprometimento com metas de redução de emissão de gases. Mas eles acabaram aceitando participar de discussões sobre o assunto, envolvendo os países signatários do Protocolo de Kyoto - que assumiram metas para reduzir suas emissões de dióxido de carbono como forma de combater o aquecimento global. Os mais de 150 países signatários do Protocolo fecharam um acordo paralelo, concordando em estender as metas de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa para depois de 2012. A primeira fase do Protocolo expira em 2012. Os países signatários aceitaram iniciar negociações sobre novas metas de redução de gases poluentes, para serem atingidas nos anos seguintes. Efeito Clinton Os Estados Unidos parecem ter mudado de posição depois da forte repercussão negativa, na mídia americana, de sua posição irredutível em Montreal, e depois da intervenção do ex-presidente Bill Clinton na conferência. Clinton criticou duramente a posição do governo americano, dizendo que este estava "completamente errado".
O ex-presidente americano disse que, por causa do aquecimento global e do derretimento da calota polar, a próxima conferência de clima da ONU poderia ser realizada em uma "jangada". Na semana passada, os delegados presentes à reunião finalizaram um livro com orientações sobre o protocolo, o que deve viabilizar que ele entre em vigor após anos de negociações e ratificações. O ministro do Meio Ambiente canadense, Stephane Dion, que presidiu as discussões, vinha tentando convencer os Estados Unidos a concordarem com discussões abertas, sem se comprometer a nenhuma meta de redução firme, como as previstas no Protocolo de Kyoto. Os Estados Unidos não são signatários do Protocolo de Kyoto. |
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