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EUA podem ficar de fora de discussões sobre clima | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os países que participam da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas em Montreal, no Canadá, teriam chegado a um acordo informal nesta sexta-feira para realizar uma nova rodada de negociações, mas prevendo que elas ocorram sem representantes americanos. O governo dos Estados Unidos se recusa a ratificar o Protocolo de Kyoto, que prevê restrições às emissões de gases que provocam o efeito estufa. O país é o maior produtor desse tipo de poluente no mundo. Na semana passada, os delegados presentes à reunião finalizaram um livro com orientações sobre o protocolo, o que deve viabilizar que ele entre em vigor após anos de negociações e ratificações. A maioria dos países estaria concordando em reduzir suas emissões depois de 2012. Nas negociações, aparentemente a delegação americana se ofendeu depois que o Canadá pediu a ela que desse atenção "à consciência do mundo". Estratégia de negociação O ministro do Meio Ambiente canadense, Stephane Dion, que está presidindo as discussões, vinha tentando convencer os Estados Unidos a concordarem com discussões abertas, sem se comprometer a nenhuma meta de redução firme, como as previstas no Protocolo de Kyoto. Mas os Estados Unidos aparentemente disseram que não iriam participar dessas negociações depois do comentário do primeiro-ministro canadense Paul Martin. Para negociadores britânicos, no entanto, esta pode ser uma nova estratégia de negociação por parte do governo americano. A Arábia Saudita também apresentou objeções aos planos de redução das emissões após 2012, propondo que medidas para a adoção de energia mais limpa sejam votadas por parlamentos nacionais. Os outros negociadores disseram que isso iria adiar o processo. "Deixem a porta aberta" A ação a longo prazo seria mapeada em uma nova convenção sobre mudanças climáticas da ONU, focada nos compromissos feitos em Kyoto depois que a primeira fase do protocolo expirar em 2012.
O porta-voz da Força tarefa Internacional de Mudanças Climáticas, Stephen Byers, disse que estão sendo feitos alguns preparativos para que os Estados Unidos sejam incluídos na discussão no futuro. "Acho que temos que encontrar um meio para que uma administração americana após a era Bush possa voltar à mesa de negociações internacional", disse ele à BBC. A ministra japonesa do Meio Ambiente, Yuriko Koike, pediu aos países em desenvolvimento que se juntem à luta contra o aquecimento global e se comprometam a diminuir a emissão dos gases que provocam o efeito estufa. Países como a China e a Índia estão isentos das metas de Kyoto, que tem como principal alvo os países ricos. O negociador indiano Andimuthu Raja disse que o crescimento e a eliminação da pobreza tem que ser prioridade antes do combate às mudanças climáticas. |
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