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Ervas chinesas 'combatem endometriose', diz estudo | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As ervas medicinais chinesas poderiam curar a endometriose, uma das principais causas de infertilidade feminina, segundo um estudo apresentado nesta semana na Reunião Anual da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva. O estudo realizado pela professora Mache Seibel, da Universidade de Massachussets, nos Estados Unidos, mostra que uma combinação de nove ervas medicinais pode destruir as células que causam a endometriose. A doença se manifesta através de fortes dores e sangramento excessivo durante o período menstrual. O estudo mostrou que, se forem combinadas apropriadamente, as raízes de regaliz, peônia branca, incenso, mirra e sálvia combatem a doença. Segundo a especialista em fitoterapia chinesa Nuria Lorite, esta composição de plantas é uma fórmula muito antiga usada em tratamentos ginecológicos. "Esta combinação de nove ervas se usa com muita freqüência em problemas ginecológicos com excelentes resultados", disse a especialista à BBC. Terapias alternativas Nenhum dos tratamentos hormonais e cirúrgicos hoje disponíveis para a endometriose tem 100% de eficárica. Por isso, com freqüência cada vez maior as mulheres ocidentais buscam terapias alternativas. O problema, segundo Nuria Lorite, é que muitas vezes os tratamentos orientais são usados de forma incorreta pelos ocidentais, que usam as ervas separadamente em vez de usar a combinação correta para que as plantas sejam realmente eficazes. "Para conseguir a composição efetiva, é preciso ter um profundo conhecimento das plantas chinesas", afirma Lorite. A medicina chinesa requer, em primeiro lugar, um diagnóstico e tratamento individualizado, logo, as fórmulas têm que ser adaptadas para cada paciente. Segundo a especialista, as fórmulas da medicina chinesa foram criadas para uma mulher oriental de milhares de anos atrás, que não tem qualquer semelhança com as mulheres ocidentais de hoje em dia. Segundo a professora Mache Seibel, seu estudo pode levar ao desenvolvimento de novos remédios, com base nesta combinação de ervas medicinais. |
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