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'Hormônio da obesidade' recupera fertilidade, diz estudo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A injeção de hormônios feitos com células de gordura pode recuperar um sistema reprodutivo inativo, segundo pesquisa. Injeções de leptin duas vezes ao dia restabeleceram o ciclo menstrual de atletas que estavam tão magras que a menstruação havia sido interrompida. Os cientistas, de um centro médico israelense, disseram que as injeções também podem prevenir a osteoporose e tratar a anorexia nervosa. Leptin é conhecido por regular o apetite e o peso e por comunicar ao cérebro quanta energia está disponível no corpo. Energia O leptin é conhecido como o hormônio da obesidade, por ser composto por células de gordura, e mulheres que são muito magras, como atletas com programas de treinamento rigorosos ou aquelas que seguem dietas, produzem menos leptin. Em casos extremos, o corpo da mulher entra em um estado "negativo" de energia, e o sistema reprodutivo deixa de funcionar para prevenir a gravidez e conservar energia. Com isso, a quantidade de hormônio feminino também é reduzida, o que pode levar à osteoporose e ao risco de fraturas. Christos Mantzoros e outros pesquisadores testaram se a injeção de leptin em mulheres recuperaria o equilíbrio da energia positiva e inverteria essas condições prejudiciais. Resultados O estudo analisou oito atletas que tinham parado de menstruar há cinco ou mais anos em consequência de treinamentos intensivos e rigorosos. Cinco delas voltaram a menstruar depois de tomar injeções de leptin duas vezes ao dia durante três meses. Três dessas mulheres também voltaram a ter ovulação. "Esse tratamento poderia ser benéfico para pacientes com anorexia nervosa, atletas com ossos frágeis e para mulheres com problemas de fertilidade", disse Mantzoros. Os pesquisadores planejam fazer mais estudos para determinar a segurança, a dose e a eficácia do tratamento com leptin em mulheres com esses três tipos de problemas. "Os resultados são importantes e interessantes", disse Richard Fleming, especialista em endocrinologia reprodutiva e membro da Sociedade Britânica de Fertilidade. "Esses dados mostram que o leptin é uma substância-chave e que ele funciona mesmo sem energia no corpo." Mas ele diz que é preciso ficar atento para a gravidez de mulheres que não têm reserva de energia, porque a gravidez poderia ser de alto risco para a mãe e a criança. "Esse estudo é brilhante", disse Gordana Prelevic, membro da Sociedade de Endocrinologia. "Provou o que já suspeitávamos." Ele disse que esse seria um bom tratamento para uma minoria de mulheres cuja causa da infertilidade é o excesso de exercícios ou a má alimentação. "Se as descobertas se provarem verdadeiras, terá grandes implicações clínicas", acrescentou. |
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