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Atualizado às: 26 de setembro, 2005 - 19h54 GMT (16h54 Brasília)
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Definição interfere na percepção de cheiros, diz pesquisa
Nariz
Pesquisa mostra que nome "interfere" no cheiro
O nome dado a um perfume pode "mudar" seu cheiro, segundo uma pesquisa da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, publicada pelo jornal especializado Neuron.

No estudo, um rótulo se mostrou suficiente para que voluntários "imaginassem" um cheiro antes mesmo de senti-lo, ou mesmo conseguissem sentir algum cheiro apenas respirando ar puro.

Em uma das experiências, depois de cheirá-lo, voluntários disseram que um pedaço de queijo cheddar com o rótulo "cheddar" cheirava melhor que o mesmo pedaço de queijo com o rótulo "odores corporais".

O professor Edmund Rolls, que liderou a pesquisa, e sua equipe analisaram exames de ressonância magnética do cérebro dos voluntários enquanto eles testavam os perfumes para ver o que acontecia.

Quando o queijo cheddar estava rotulado corretamente, foram ativadas mais áreas do cérebro que interpretam os cheiros.

Ar puro rotulado como queijo cheddar ativou as mesmas áreas do cérebro, mas em menor escala.

Mas quando o queijo, ou o ar puro, eram rotulados como "odores corporais", não havia qualquer atividade nessas áreas.

Os pesquisadores também concluíram que o tempo de inalação não alterou os resultados.

Cheiros agradáveis

"Os rótulos em nossas experiências influenciaram o senso de percepção de um odor", disse o professor Rolls.

"É a agradabilidade do cheiro que está sendo modulada na região do cérebro chamada córtex órbito-frontal, que está envolvida com as emoções."

"Esta influência de alto nível é passada então para o sistema olfativo", completou Rolls.

Segundo ele, a descoberta pode ser importante tanto para a saúde como para doenças.

Por exemplo, o córtex órbito-frontal é freqüentemente lesado em dementes e em pessoas que sofrem acidentes de automóvel.

Algumas vezes, o apetite dessas pessoas é alterado como resultado dessas lesões, e por conta disso elas podem ficar mais propensas à obesidade.

Para o professor Rolls, a perda de olfato pode estar ligada a isso.

"É claro que também há um lado do consumidor. Por exemplo, pessoas interessadas em produzir vinhos ou donos de restaurantes."

"O modo como você descreve a comida tem, potencialmente, importante influência e como você vai 'senti-la'", completou.

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