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Radar da Cassini revela megacratera em Titã | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A mais recente passagem da sonda Cassini sobre Titã, o maior satélite de Saturno, produziu uma imagem feita por radar de uma cratera de 440 quilômetros de largura. Este tipo de irregularidade é raro no astro, que, diferentemente de vários outros no Sistema Solar, está mudando de forma. Esta foi a quarta vez que a Cassini sobrevoou Titã, mas a primeira em que a câmera e o radar da sonda fizeram imagens das mesmas áreas. A coincidência das imagens deve providenciar mais informações a respeito de características da superfície do satélite, de acordo com cientistas. Astro gelado Uma outra imagem de radar divulgada pela Nasa, a agência espacial americana, mostra uma série de linhas paralelas que os cientistas apelidaram de “arranhões de gato”. Elas podem ter sido formadas por ventos, como ocorrem com dunas feitas de areia, ou outros processos geológicos. Nesta quinta-feira, a Cassini vai sobrevoar pela primeira vez a lua Enceladus, também na órbita de Saturno, que é formada de gelo. Enceladus é um dos astros com maior capacidade de reflexão no Sistema Solar – é tão brilhante que parece neve que acabou de cair. Auroras A Cassini também está realizando trabalhos em conjunto com o telescópio espacial Hubble a fim de estudar as auroras de Saturno – luzes brilhantes criadas sobre o planeta quando partículas solares eletricamente carregadas atingem moléculas na atmosfera do planeta. Os dados obtidos pelos dois equipamentos foram combinados para dar uma visão mais acurada das auroras e do papel do vento solar em sua geração. As observações mostram que o fenômeno se comporta de formas inesperadas. Também pode-se ver que as auroras de Saturno mudam a cada dia, como ocorre com as auroras boreais na Terra, movendo-se em algumas oportunidades, permanecendo estáticas em outras. Mas, enquanto as auroras da Terra duram apenas cerca de dez minutos, as de Saturno podem durar dias. “Estes dados mais recentes indicam que o campo magnético do Sol e o vento solar têm um papel muito maior nas auroras de Saturno do que se pensava antes”, disse a cientista Michele Dougherty, do Imperial College, de Londres, que está participando do projeto. Essas descobertas foram publicadas na edição desta semana da revista científica Nature. |
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