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Atualizado às: 01 de setembro, 2004 - 15h41 GMT (12h41 Brasília)
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Tomografia computadorizada pode causar câncer
Hiroshima depois do bombardeio
Dose radiação de uma tomografia é semelhante às da bomba de Hiroshima
Tomografias computadorizadas do corpo inteiro expõem pacientes a níveis de radiação semelhantes aos das bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima, afirmam cientistas da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.

O exame usa uma forma de radiação que pode detectar sinais de câncer e outras doenças.

Mas ela também pode causar câncer, segundo a pesquisa da Universidade de Columblia publicada no jornal especializado Radiation.

Os cientistas pedem para que pessoas saudáveis não se submetam ao exame como parte de seus check-ups rotineiros.

Riscos de radiação

Mas os cientistas afirmam que para quem tem sintomas de alguma doença, os benefícios da tomografia computadorizada compensam de longe os riscos de exposição à radiação.

Nos Estados Unidos, e em menor escala no Reino Unido, mais e mais pessoas saudáveis e sem nenhum sintoma se submetem ao exame - algumas vezes anualmente - como prevenção.

O médico David Brenner e seus colegas estimaram os riscos de repetidas tomografias usando dados sobre as vítimas de radiação depois do lançamento de bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, em 1945.

A dose de radiação estimada no estômago e nos pulmões em uma tomografia de corpo inteiro é próxima à recebida por alguns dos sobreviventes dos bombardeios, que foram expostos à radiação mínima durante as explosões atômicas.

Sabe-se que, por causa da radiação, esses sobreviventes sofrem maior risco de câncer, o que, para os cientistas, sugere que um risco semelhante advém das tomografias de corpo inteiro.

"Nossa pesquisa prova definitivamente que o risco de radiação está associado à tomografia de corpo inteiro", disse Brenner.

Eles estimam que se uma pessoa de 45 anos fizer uma tomografia, o risco de desenvolver câncer como resultado seria uma chance em 1,2 mil.

Mas se a mesma pessoa passar pelo exame todos os anos, durante 30 anos, este risco sobre para uma chance a cada 50.

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