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Nasa pode ter descoberto planeta mais novo da galáxia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O telescópio Spitzer, da Nasa, encontrou provas da existência de um planeta que pode ter menos de um milhão de anos e seria, assim, o mais jovem da galáxia. O observatório espacial infra-vermelho estudou cinco estrelas na constelação Taurus, a cerca de 420 anos-luz de distância. Todas tinham discos de poeira à sua volta, nos quais, acredita-se, novos planetas estão se formando. O Spitzer viu uma clareira no disco em volta da estrela CoKu Tau 4 que pode ter sido conseqüência da formação de um novo mundo. Detectores A Nasa está entusiasmada com as descobertas recentes do telescópio, lançado em agosto do ano passado, ao custo de US$ 2 bilhões (cerca de R$ 6 bilhões). Ele não pode ver objetos do tamanho de planetas diretamente, mas seus detectores infra-vermelhos podem penetrar em nuvens de poeira que encobrem estrelas jovens, sondando as regiões nas quais os planetas são formados. O telescópio detectou quantidades significativas de material orgânico gelado pulverizado nessas "zonas de construção planetárias". Esse material - partículas de poeira geladas, cobertas com água, metanol e dióxido de carbono - podem ajudar a explicar a origem de corpos gelados como cometas, segundo a Nasa. Cientistas acreditam que esses cometas podem ter depositado na Terra água e muitos outros elementos químicos, que se tornaram base para o aparecimento da vida. "Esses resultados iniciais mostram que o Spitzer vai expandir muito nosso conhecimento sobre como as estrelas e os planetas se formam", disse Michael Werner, diretor do projeto Spitzer, no Laboratório de Propulsão da Nasa na Califórnia. O planeta descoberto pelo telescópio estaria nos primeiros estágios de sua criação, o que ajudaria os astrônomos a entender a formação de planetas como a Terra. |
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