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Asteróide teria dizimado vida há 250 milhões de anos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A idéia de que o choque de um asteróide causou a pior extinção de vida já ocorrida na Terra foi reforçada pela descoberta de uma enorme cratera que parece datar da época da colisão. A extinção em massa permo-triássica, ocorrida há 250 milhões de anos, matou 95% de toda a vida marinha e 70% de todas as espécies terrestres. Não se sabe o que causou o fenômeno, mas as hipóteses existentes incluem atividade vulcânica e o impacto de corpos vindos do espaço. A descoberta do que parece ser uma cratera na costa da Austrália pode dar peso para a teoria do impacto do asteróide, disseram pesquisadores americanos na mais recente edição da revista Science. Mas a alegação já atraiu controvérsia: alguns cientistas duvidam que o local sequer seja uma cratera que sofreu impacto de asteróide. A evidência vem de testes de atividade sismológica, informações sobre gravidade e identificação de rochas fundidas e cascalhos em perfurações dentro e em volta da estrutura submersa conhecida como Bedout High, na costa noroeste da Austrália. Datas No final do período Pérmico, a Austrália era parte do supercontinente a que os cientistas se referem como Pangea.
"Nós apresentamos uma história muito consistente e firme", disse à BBC Luann Becker, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Pesquisadores encontraram minérios que foram completamente ou parcialmente convertidos em cristal em uma amostra retirada de uma profundidade de mais de 3.000 metros. Eles acreditam que as rochas derreteram com o impacto de um objeto vindo do espaço. Tentativas de estabelecer a época em que o derretimento ocorreu deu resultados diferentes. Seis amostras provenientes de perfurações na área de Bedout indicaram ser mais recentes do que a data da extinção. Mas uma das amostras é de 250,1 milhões de anos - bem na época da extinção em massa registrada em depósitos fósseis em todo o mundo. Dinossauros A equipe também encontrou entre a Austrália e a Antártida novas evidências de um tipo de quartzo associado a impactos e que parecem datar da transição entre os períodos Pérmico e Triássico. E dados sismológicos mostram uma "elevação" central, uma massa montanhosa em várias crateras de impacto formadas por movimentos para dentro e para cima de material subterrâneo. A extinção em massa que marca o fim do período Pérmico e o começo do Triássico intriga os cientistas há muitos anos. O anúncio da existência de Bedout traz à memória a descoberta da cratera de Chicxulub, no México, que tem 65 milhões de anos e reforça a teoria de que um impacto teria acabado com os dinossauros. Mas até agora as informações obtidas em Bedout não convenceram vários especialistas, que vêem características diferentes entre as duas crateras. |
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