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Só 6% dos portadores de HIV têm tratamento adequado, diz OMS | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Dos 6 milhões de portadores de HIV que precisam de tratamento imediato em todo o mundo, apenas 400 mil - pouco mais de 6% - chegam a receber cuidados médicos necessários. A informação consta do relatório anual, divulgado nesta terça-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ao divulgar o documento, a OMS lançou uma campanha com o objetivo de dar a 3 milhões de portadores da Aids em países em desenvolvimento o acesso a medicamentos antiretrovirais até 2005. "O tratamento é a diferença entre a vida e a morte para milhões de pessoas que têm o vírus HIV mas são privadas do acesso a medicamentos", diz o texto da entidade. Segundo a OMS, somente 34 países concentram mais de 90% dos casos avançados de Aids no mundo. Mudar a história A OMS estima que existam entre 34 e 46 milhões de pessoas vivendo com o HIV no mundo, e que cerca de 3 milhões morreram em decorrência da doença em 2003. A entidade afirma que, com o aumento dos investimentos em saúde, muitos deles especialmente no combate à Aids, "existe uma chance de mudar a história". O relatório da OMS destaca como positiva a experiência do Brasil, que combina a distribuição desses medicamentos a uma forte campanha preventiva. O diretor do programa de Aids da Organização Mundial da Saúde (OMS), Paulo Teixeira, que esteve à frente do programa brasileiro durante vários anos, disse à BBC Brasil que um dos principais problemas da luta contra a Aids está no fato de ela não ter sido combatida apropriadamente desde o início. "A comunidade internacional deixou a epidemia avançar demais antes de haver efetivamente uma mobilização de recursos e vontade política para intervir", afirmou. Segundo a OMS, uma estratégia de combate ideal à doença deveria incluir prevenção, tratamento, cuidados e apoio às pessoas contaminadas pelo vírus HIV. "Mas até agora o tratamento tem sido o aspecto mais negligenciado em países em desenvolvimento", diz a entidade. |
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