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Novo acordo barateia remédios contra Aids | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O enviado especial da ONU para Aids na África, Stephen Lewis, anunciou a extensão de um acordo que permite o barateamento de remédios contra a Aids na África e do Caribe para um total de 122 países. Negociado pela Clinton Foundation, do ex-presidente americano Bill Clinton, e pelo Fundo Global, o acordo envolve ainda cinco fabricantes de remédios e cinco empresas que realizam exames de diagnóstico, além de organizações como o Banco Mundial e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Uma boa parte dessas empresas fica na Índia, onde produzem medicamentos genéricos a um custo bem menor do que os grandes laboratórios sediados em países ricos. O preço do remédio antiretroviral mais comum deve girar em torno dos US$ 140 (pouco mais de R$ 400) por pessoa, por ano. Atualmente, esse valor é de US$ 300 (cerca de RS$ 860). Pelo acordo, todas as entidades envolvidas estão aplicando um total de US$ 1,25 bilhão. Metas "Com isso, demos um passo no sentido de dar às futuras gerações a chance de viver sem a sombra da Aids", disse Clinton. "Temos a esperança de que os países em desenvolvimento e aqueles que os apóiam na luta contra a Aids aproveitem esse acordo e ajam rapidamente, da melhor maneira possível, para vencermos essa batalha." Richard Feachem, presidente do Fundo Global, disse que o acordo permitirá que outras centenas de milhares de portadores do vírus HIV "sobrevivam e permaneçam saudáveis". Organizações como a britânica ActionAid, que coletam doações para as vítimas da Aids, concordam que os preços estabelecidos pelo novo acordo são os mais baixos já obtidos. Mas Harinder Jajua, diretora de políticas para HIV/Aids da Action Aid, disse que as entidades humanitárias ainda precisam trabalhar para assegurar que os medicamentos cheguem às vítimas da doença gratuitamente. "Ao se concentrar em medicamentos genéricos em vez de marcas importante, não só o financiamento para o combate à Aids se torna mais eficiente como também incentiva que as indústrias reduzam o preço desses remédios", disse Janjua. Segundo ela, a iniciativa poderia ajudar a chegar à meta estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de tratar 3 milhões de pessoas até 2005. |
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