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Lei torna crime ferir feto nos EUA e retoma polêmica sobre aborto | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Senado dos Estados Unidos aprovou por maioria esmagadora legislação que faz com que seja um crime separado afetar um feto durante agressão a uma mulher grávida. Opositores da proposta dizem que a medida é uma tentativa de minar as leis que permitem o aborto no país. A legislação conta com o apoio do presidente americano, George W. Bush, mas tem como crítico o pré-candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, John Kerry. Essa questão deverá ser bastante discutida durante a campanha eleitoral americana, que vai até novembro. Partidários da proposta dizem que seu único objetivo é deixar claro no Código Penal que um feto ferido durante uma agressão é vítima de um crime tal qual a mulher em cujo útero ele habita. Opositores dizem que não têm objeção que se aumente a punição a quem atacar mulheres grávidas. Mas eles ficaram horrorizados com a definição de feto na proposta, que diz tratar-se de "um membro da espécie Homo sapiens em qualquer estágio de desenvolvimento e que seja carregado no útero". A senadora democrata Dianne Feinstein disse que esse foi o primeiro golpe contra os abortos feitos nos Estados Unidos. Embora temas como segurança nacional e economia prometam dominar as campanhas, assuntos sócio-culturais como o aborto e o casamento entre gays também terão grande destaque. Nessas questões, os republicanos acreditam que são mais representativos da opinião geral dos americanos do que os democratas. |
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