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Cientistas criam primeiro feto com duas mães e um pai
Cientistas da China criaram o que pode ser descrito como o primeiro bebê a ter um pai e duas mães. Os especialistas chineses criaram embriões usando óvulos de duas mulheres e espermatozóide de um homem. O objetivo foi permitir que uma mulher de 30 anos com problemas de fertilidade tivesse um bebê. A experiência científica foi divulgada em uma conferência anual da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, na cidade de San Antonio, Estados Unidos. A operação A mulher já havia sido submetida a duas fertilizações in vitro, que não surtiram efeito devido a problemas com seus óvulos. Os cientistas da Universidade de Sun Yat-Sen, na cidade chinesa de Guanzgzhou, tentaram superar esse problema fundindo os óvulos da mulher com os de outra. Os óvulos são compostos por um núcleo que compreende a maior parte de seu DNA e o material que o envolve, chamado citoplasma. Os especialistas chineses retiraram material de DNA do óvulo da doadora deixando apenas o citoplasma. Em seguida, colocaram o núcleo do óvulo da paciente dentro do óvulo da doadora, em um processo conhecido como transferência nuclear humana. No passo seguinte, os óvulos fundidos foram fertilizados com o esperma humano. Ao todo, os cientistas colocaram na paciente cinco embriões das três partes envolvidas no experimento. A paciente acabou ficando grávida de trigêmeos. Um mês após a gravidez, os médicos abortaram um dos fetos para dar mais chance de sobrevivência aos outros dois. Mas os fetos sobreviventes nasceram prematuros e morreram aos quatro e aos cinco meses de gravidez, respectivamente. De acordo com os cientistas, a morte dos fetos não foi causada pelo processo de fertilização alternativo, mas sim por complicações resultantes da múltipla gravidez. Os médicos disseram que a técnica não serve para mulheres cujos óvulos não são saudáveis o suficiente para permitir uma gravidez normal. Clonagem Os críticos do experimento dizem, no entanto, que a ação dos especialistas chineses se aproxima da clonagem humana. Os médicos chineses contaram com a supervisão de John Zhang e Jamie Grifo, especialistas do Centro Médico da Universidade de Nova York, que desenvolveram técnicas que inspiraram o atual experimento. O americano Grifo disse, no entanto, que a operação realizada na China não poderia ser feita nos Estados Unidos devido a restrições regulamentares impostas pela Administração de Alimentos e Medicamentos (FTC em inglês). Experts americanos e britânicos fizeram restrições à operação. Joe Messey, especialista em fertilidade da Sociedade de Reprodutividade Biológica, de Atlanta, nos Estados Unidos, disse que a grande questão é se a operação é ou não segura. Mas destacou que se ela mostrar que não traz riscos, será um grande avanço para mulheres com problemas de fertilidade. Mohammed Taranissi, do Centro de Reprodução e Ginecologia, de Londres, disse que do ponto de vista ético, ele não se sentiria à vontade em usar essa técnica. A prática é proibida na Grã-Bretanha e o governo da China já anunciou que irá impedir a pesquisa embrionária. |
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