|
Brasil vai investir mais R$ 117 milhões contra tuberculose, diz ministro | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
No Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose, o ministro da Saúde, Humberto Costa, afirmou que o governo vai injetar R$ 117 milhões a mais por ano na área e vai criar forças-tarefa para intervir nas coordenações estaduais dos programas de combate à doença. O mau desempenho do país, o 21º em incidência de tuberculose do mundo – fato ressaltado pela publicação do relatório Controle Global da Tuberculose, da Organização Mundial da Saúde (OMS) – levou o ministro a anunciar um pacote de medidas para tentar reverter o quadro. "Tenho absoluta certeza de que no próximo relatório o Brasil vai estar em uma situação bem mais confortável do que tem hoje, e milhões de pessoas que hoje não têm tratamento, o terão e vão encontrar a cura", disse Humberto Costa, de Nova Délhi, em entrevista à BBC Brasil. O ministro foi à Índia para participar das comemorações do Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose. Pacote Para transformar esse ambicioso plano em realidade, o ministro conta com cinco medidas principais. A primeira é aumentar os recursos do programa em R$ 117 milhões, o que, segundo Costa, deve ampliar os serviços de diagnóstico e tratamento à tuberculose. Além disso, o governo pretende treinar a área de atendimento básico para diagnóstico e tratamento nos 236 municípios que são atendidos pelo Programa de Saúde da Família (PSF), que até hoje não oferece esses serviços. O governo quer também aumentar a oferta de exames de baciloscopia, com um maior credenciamento de serviços, para aumentar a detecção da tuberculose. Um terceiro ponto seria a implantação da estratégia DOTS (a sigla em inglês para para estratégia de tratamento sob observação direta, recomendada pela organização) nos municípios beneficiados pelo PSF. "Naqueles em que o programa não chega, vamos encontrar outras formas e vamos implantar o acompanhamento", disse o ministro. Forças-tarefa Em resposta a outra crítica feita pela OMS, de que a descentralização promovida pelo governo Lula na área de saúde levou a uma falta de compromisso dos governos estaduais com o combate à tuberculose, o ministro Humberto Costa disse que pretende implantar forças-tarefa. "Já abrimos um processo de licitação para a contratação desses consultores essa semana. Acho que no máximo em um, dois meses eles já estarão em campo." Com a implantação das forças-tarefas nos Estados brasileiros, o ministro da Saúde pretende melhorar o acompanhamento de médio e longo prazo dos pacientes tratados. "O nosso maior problema é a cura, ou melhor, o abandono dos tratamentos está na faixa de 19%. O aceitável é que isso fique abaixo de 10%. Temos que ter uma forte presença para estimular e supervisionar as coordenações estaduais", explicou o ministro. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||